domingo, 27 de setembro de 2026

 Rejeição ao STF atinge recorde de 47%, aponta Datafolha

A desaprovação ao trabalho do Supremo Tribunal Federal (STF) alcançou 47% em setembro.deste ano, o maior índice registrado desde o início da série histórica do Datafolha, em 2019. O resultado representa uma alta de sete pontos percentuais em relação a maio, quando 40% dos entrevistados avaliavam a atuação da Corte como ruim ou péssima.

Segundo a pesquisa, 18% consideram o trabalho do Supremo ótimo ou bom, enquanto 31% o classificam como regular. Outros 4% não souberam responder.

O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00304/2026, também mostra diferenças na avaliação conforme a preferência dos eleitores na disputa presidencial.

Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 69% classificam o trabalho do STF como ruim ou péssimo e apenas 6% o consideram ótimo ou bom. No grupo que declara voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 24% desaprovam a Corte, enquanto 32% avaliam sua atuação positivamente.

O Datafolha também questionou os entrevistados sobre práticas envolvendo ministros do Supremo. Para 88%, é inaceitável que um magistrado participe do julgamento de processos nos quais um parente direto atue como advogado de uma das partes.

Outros 85% rejeitam a participação de ministros em palestras, congressos ou eventos patrocinados por empresas com ações pendentes de julgamento no tribunal.

A pesquisa aponta ainda que 82% dos entrevistados reprovam decisões do STF que possam beneficiar ou prejudicar candidatos durante o período eleitoral.

 Juiz nega suspensão de 132 perfis ligados à campanha de Orleans e manda Instagram fornecer dados


O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) negou, neste sábado (26), um pedido para suspender 132 perfis do Instagram apontados como integrantes de uma rede de comunicação em apoio às candidaturas de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Maranhão e de Edivaldo Holanda Júnior (sem partido) a vice-governador.

A decisão foi proferida pelo juiz Rubem Lima de Paula Filho, que deferiu apenas parcialmente uma tutela de urgência solicitada pela coligação Brasil Justo, Maranhão Grande.

A coligação sustentou que os perfis atuariam de maneira coordenada, com nomes e elementos visuais semelhantes, compartilhamento de vídeos, legendas e artes e publicação de materiais em horários próximos aos das contas oficiais da campanha. A ação também relacionou 991 publicações divulgadas durante o período eleitoral.

Apesar de reconhecer a existência de indícios relevantes de atuação coordenada, o magistrado considerou que ainda não há elementos suficientes para atribuir a administração das contas aos candidatos ou à coligação adversária. Segundo a decisão, alguns dos perfis podem ser mantidos por pessoas que manifestam apoio por iniciativa própria.

Com esse entendimento, o juiz rejeitou, por enquanto, a suspensão coletiva dos 132 perfis, a proibição genérica de novas publicações e a retirada conjunta das 991 postagens. O magistrado ressaltou que a adoção dessas medidas depende da comprovação individualizada das irregularidades e do vínculo dos administradores com a campanha.

Por outro lado, o TRE-MA determinou que a Meta, responsável pelo Instagram, preserve os conteúdos publicados nas 132 contas desde 16 de agosto de 2026, assim como os metadados das publicações e os registros referentes à criação dos perfis. A empresa terá 48 horas, após ser intimada, para confirmar o cumprimento da ordem.

A plataforma também deverá fornecer, sob sigilo, informações cadastrais referentes a 107 dos perfis. Entre os dados solicitados estão nome cadastrado, e-mails, telefones, data e horário de criação das contas e endereço de IP utilizado na abertura dos perfis.

Em relação às outras 25 contas, o fornecimento das informações será analisado posteriormente, após a apresentação de provas mais específicas sobre a atividade de cada uma delas.

Orleans Brandão e Edivaldo Holanda Júnior foram citados para apresentar defesa no prazo de dois dias. Depois da resposta do Instagram e da identificação dos administradores, a Justiça Eleitoral poderá reavaliar o pedido de suspensão dos perfis e de remoção das publicações.

Blog do Gilberto Leda 

 ENTRE A URNA E A ESCOLHA: O ELEITOR ESTÁ TENDO VOZ PARA DECIDIR?

Por: Eduardo Rego


As eleições gerais de 2026 colocam diante da sociedade brasileira uma questão que vai além da própria urna: quais condições estão sendo oferecidas ao cidadão para conhecer as diferentes propostas e compreender o que está em disputa? Em um processo que envolve a escolha de presidente, governadores, senadores e deputados, a participação democrática exige mais do que a presença no dia da votação. Exige acesso a informações, pluralidade de posições e espaço para o debate público.

O confronto de ideias possui importância porque permite observar argumentos, prioridades e diferentes formas de interpretar os problemas nacionais. Quando esses espaços são reduzidos, o eleitor passa a depender ainda mais de entrevistas, programas de governo, sabatinas, veículos de comunicação e redes sociais para construir sua própria compreensão. A questão central, portanto, não é apenas quanto conteúdo circula, mas qual é a qualidade das condições disponíveis para compreendê-lo.

Pela perspectiva da Geografia Política, as eleições também representam disputas sobre a organização do território e sobre as prioridades do Estado. Educação, saúde, infraestrutura, emprego, mobilidade e desenvolvimento regional não produzem os mesmos efeitos em todas as partes do país. As decisões políticas alcançam territórios diferentes e afetam populações que vivem realidades sociais, econômicas e espaciais distintas.

Nesse ponto, as desigualdades socioespaciais tornam-se fundamentais. O acesso à internet, aos meios de comunicação, à educação e a diferentes fontes de conhecimento não ocorre de maneira homogênea. Existem diferenças concretas nas possibilidades de participação no debate público. Assim, a democracia eleitoral também precisa ser observada a partir das condições territoriais que permitem — ou dificultam — a participação cidadã.

As redes sociais ampliaram o alcance da comunicação política, mas também tornaram a circulação de conteúdos mais veloz e fragmentada. Notícias, opiniões, propaganda e conteúdos sem comprovação podem ocupar o mesmo espaço. Nesse ambiente, torna-se fundamental verificar fontes, compreender contextos e distinguir fatos de interpretações. Ter acesso a uma tela não significa, automaticamente, ter acesso qualificado ao conhecimento.

Essa realidade pode repercutir na formação da decisão eleitoral. O cidadão precisa ir além das mensagens de campanha e procurar compreender propostas, prioridades e possíveis impactos das decisões políticas. Não se trata de escolher a partir de slogans ou personagens, mas de reconhecer que cada projeto apresentado nas eleições possui implicações que podem alcançar diferentes grupos sociais e diferentes partes do território brasileiro.

A Geografia nos lembra que a política não termina na urna. As decisões tomadas nas instituições se materializam nas cidades, nos municípios, nas regiões e no cotidiano das comunidades. Uma decisão nacional pode produzir efeitos distintos conforme as características de cada território. Por isso, compreender uma eleição também significa compreender quais caminhos estão sendo apresentados para o país e como eles podem repercutir sobre a sociedade e o espaço geográfico.

E aqui fica a provocação: antes de apertar os botões da urna, estamos realmente conhecendo aquilo que estamos escolhendo? Essa pergunta não pertence a um partido, a um candidato ou a uma ideologia. Pertence ao cidadão. Leia, questione, procure diferentes fontes, observe as propostas e pense nas consequências para além da campanha. O voto é individual, mas seus efeitos alcançam toda a sociedade. Antes de escolher um nome, compreenda o que está em jogo.

Eduardo Rego

Geografia - UEMA - uemanet- Polo Caxias Ma/ UAB

sábado, 26 de setembro de 2026

Arrastão da Vitória de Amanda Gentil e Daniella toma as ruas de Caxias com Carlos Brandão e Gentil Neto 


As ruas de Caxias foram tomadas por uma grande mobilização política na manhã deste sábado (26). O Arrastão da Vitória, realizado pelas campanhas de Amanda Gentil, candidata a deputada federal, e Daniella, candidata a deputada estadual, reuniu milhares de pessoas em um percurso marcado por bandeiras, caminhada e manifestações de apoio.

A concentração aconteceu em frente ao Ginásio João Castelo, a partir das 9h. Segundo estimativa da organização, mais de 8 mil pessoas participaram do arrastão, acompanhando Amanda e Daniella pelas ruas da cidade.

Um dos grandes destaques do evento foi a presença do governador do Maranhão, Carlos Brandão, que participou da mobilização ao lado das candidatas, do prefeito de Caxias, Gentil Neto, e do líder político Fábio Gentil. A participação das lideranças deu ainda mais dimensão ao ato realizado neste sábado.


E quem também abraçou a caminhada foi a população. Mesmo acontecendo pela manhã, em um horário em que parte dos caxienses ainda cumpria sua  pessoas foram às ruas e acompanharam o percurso. Ao longo do caminho, moradores também demonstraram apoio à passagem do arrastão, enquanto bandeiras, músicas e manifestações dos participantes tomavam conta das ruas.

Carlos Brandão caminhou ao lado de Amanda Gentil, Daniella, Gentil Neto e Fábio Gentil, acompanhando de perto a movimentação. A presença do governador foi um dos momentos de maior destaque da agenda e ampliou a dimensão política da mobilização em Caxias.

O Arrastão da Vitória deu continuidade a uma sequência de grandes atos políticos realizados pelas campanhas de Amanda e Daniella no município. Nas últimas semanas, as candidatas participaram de caminhadas, reuniões e motociatas que também reuniram milhares de apoiadores.


Neste sábado, porém, a imagem que ficou foi a das ruas tomadas e da população acompanhando a caminhada. Com milhares de participantes e a presença do governador Carlos Brandão, do prefeito Gentil Neto e do líder político Fábio Gentil, Amanda Gentil e Daniella realizaram mais uma grande mobilização nesta reta da campanha eleitoral em Caxias.

 Quaest novamente sob questionamento: como 900 entrevistas retratam 217 municípios?


A nova pesquisa Quaest sobre a disputa pelo Governo do Maranhão foi divulgada nesta sexta-feira, 25, com 900 entrevistas em um Estado formado por 217 municípios. Cerca de 20% do eleitorado está concentrado na Grande Ilha, enquanto os outros 80% estão distribuídos pelo interior, onde estão colégios eleitorais como Imperatriz, Caxias, Timon, Balsas e Bacabal. Essa diferença de dimensão territorial e eleitoral torna relevante conhecer como as entrevistas foram distribuídas.

É também no interior, por exemplo, que Orleans Brandão construiu parte importante de sua força política.

Na pesquisa anterior da Quaest, foram entrevistadas pessoas em 44 dos 217 municípios. Levantamento sobre aquela coleta apontou 144 entrevistas em São Luís e 30 em Imperatriz, enquanto 19 dos 30 maiores colégios eleitorais ficaram fora. A diferença populacional também chama atenção: Imperatriz tem cerca de 285 mil habitantes, contra pouco mais de 18 mil em Alcântara. O histórico mostra por que a distribuição das entrevistas entre os diferentes municípios pode alterar a fotografia apresentada por uma pesquisa estadual.

A comparação com outros levantamentos reforça essa diferença. Em agosto, a Quaest registrou Braide com 44% e Orleans Brandão com 25%, enquanto outros institutos apresentaram números distintos. O IPSensus, por exemplo, apontou Orleans Brandão acima de 35% em São Luís.

Os resultados diferentes não permitem, isoladamente, afirmar que uma pesquisa esteja certa ou errada, mas mostram como a seleção dos entrevistados pode produzir retratos distintos da disputa. Com 80% do eleitorado fora da Grande Ilha, a representatividade do interior ganha peso na leitura do cenário estadual.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

 Braide prioriza Fufuca e deixa Lahesio em segundo plano na disputa pelo Senado


Lahesio Bonfim, que há poucos meses aparecia como um dos principais nomes na disputa pelas duas vagas do Maranhão no Senado, começa a enfrentar um cenário diferente nas pesquisas. Em julho, levantamento do Instituto Veritá chegou a colocar Lahesio na liderança, com 39,5% das intenções de voto na soma das duas escolhas, contra 21,8% de André Fufuca (PP).

Em agosto, a Quaest mostrou Lahesio com 10%, tecnicamente empatado com Fufuca, que tinha 9%. Agora, a primeira pesquisa do Instituto Ranking divulgada pela Rádio Educadora mostra uma mudança importante: Fufuca aparece em segundo lugar, com 18,45%, enquanto Lahesio caiu para 11,55%, em empate técnico com Weverton Rocha, que tem 12,95%, considerando a margem de erro de 3,1 pontos percentuais.

A mudança no cenário também chama atenção pela relação entre Lahesio e Eduardo Braide. O apoio do grupo do prefeito de São Luís chegou a ser apresentado publicamente como um fator capaz de fortalecer a candidatura de Lahesio ao Senado. Agora, porém, observa-se nas redes sociais uma exposição aparentemente mais intensa de André Fufuca por parte de Braide. A diferença pode ser percebida não apenas nas publicações e agendas compartilhadas, mas também nas interações: enquanto Braide costuma curtir publicações de Fufuca, algumas postagens de Lahesio não recebem a mesma interação.

Esse comportamento, por si só, não comprova uma mudança formal de apoio, mas alimenta a percepção de que Fufuca passou a ocupar um espaço maior na estratégia política de Braide. O contraste ganha peso justamente porque Lahesio partiu de uma posição que, meses atrás, era tratada como de favoritismo para uma das cadeiras, enquanto agora aparece atrás de Fufuca nas pesquisas mais recentes. A disputa, contudo, permanece aberta e os levantamentos retratam apenas momentos específicos da corrida eleitoral.

Blog do Matias Marinho

 Ricardo Rodrigues fecha com Weverton Rocha na disputa pelo Senado

O presidente da Câmara Municipal de Caxias e candidato a vice-governador na chapa de Felipe Camarão (PT), Ricardo Rodrigues (PT), declarou apoio à reeleição do senador Weverton Rocha (PDT), durante agenda no município.

Ricardo afirmou que seu grupo político passa a atuar pela permanência de Weverton no Senado e destacou a atuação do parlamentar em Brasília em pautas de interesse do município e do Maranhão.

Weverton agradeceu o apoio e destacou a parceria política com Ricardo Rodrigues. O senador também mencionou sua atuação como vice-líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado.

“Vamos continuar somando forças. Lá em Brasília, como vice-líder do presidente Lula, vou seguir lutando para ajudar o Maranhão e o Brasil”, afirmou