quarta-feira, 21 de outubro de 2026

 TSE avalia suspender canais políticos do WhatsApp 48 horas antes da eleição


Uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê a suspensão de canais políticos do WhatsApp com mais de 200 mil seguidores nas 48 horas anteriores e nas 24 horas posteriores ao segundo turno, marcado para domingo (25).

A proposta, elaborada pelo vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça, ainda depende de aprovação do plenário. Se aprovada, entrará em vigor imediatamente.

A medida pode atingir canais como o “Exército do Lula”, que alcançou 7 milhões de inscritos, e a “Tropa do Flávio”, com 2 milhões. Segundo o texto, a intenção é reduzir a circulação de conteúdos ilícitos em um período considerado decisivo para a formação da vontade dos eleitores.

A minuta surgiu após uma sequência de decisões judiciais sobre a suspensão e a liberação do canal “Exército do Lula”, alvo de representação da campanha de Flávio Bolsonaro por suposta disseminação de desinformação.

Segundo o gabinete de Mendonça, a proposta foi construída a partir de consenso interno e prevê critérios iguais para canais político-eleitorais de grande alcance, independentemente de candidato, partido ou orientação política.

 Daniella demonstra maturidade política, coloca nome à disposição para presidir Alema e fala sobre reconhecimento popular nas urnas


Em entrevista a Wallace Brito, no programa Abrindo o Verbo, da Mirante News, deputada defendeu diálogo, respeito às instituições e independência do Legislativo na eleição da Mesa Diretora. Parlamentar também destacou a força do MDB, seus projetos sociais e desejou sucesso ao governador eleito.

A deputada estadual Daniella demonstrou maturidade política e disposição para participar ativamente das discussões sobre o futuro da Assembleia Legislativa do Maranhão. Em entrevista ao jornalista Wallace Brito, no programa Abrindo o Verbo, da Mirante News, a parlamentar colocou seu nome à disposição para a disputa pela Presidência da Casa, defendeu o diálogo entre as forças políticas e ressaltou a importância do respeito às instituições e da independência do Poder Legislativo na escolha da próxima Mesa Diretora.

Ao abordar o tema, Daniella adotou uma postura de equilíbrio, destacando que uma decisão dessa dimensão deve ser construída com responsabilidade, diálogo e respeito aos parlamentares. A deputada também chamou atenção para a força política do MDB, partido que elegeu 17 deputados estaduais, consolidando uma expressiva representação na próxima legislatura.

O posicionamento reforçou a disposição da parlamentar para contribuir com as discussões sobre os rumos do Legislativo maranhense, sem abrir mão da autonomia da Assembleia para conduzir suas próprias decisões. Ao colocar seu nome à disposição, Daniella sinalizou que está preparada para participar desse processo, respeitando os espaços institucionais e a legitimidade da escolha dos deputados.

Independência e diálogo

A discussão em torno da Presidência da Assembleia Legislativa ganhou destaque na entrevista, especialmente pela defesa de um processo conduzido com maturidade, diálogo e respeito às instituições.

Daniella ressaltou a importância de preservar a independência do Parlamento na eleição da Mesa Diretora, reconhecendo que a construção de consensos é fundamental para fortalecer a instituição e garantir uma relação respeitosa entre os Poderes.

A referência à bancada do MDB, que conquistou 17 cadeiras, também evidenciou o peso político da legenda nas articulações que envolvem a próxima composição da Assembleia. Com uma representação expressiva, o partido terá papel relevante nas discussões sobre a organização e a condução dos trabalhos legislativos.

Ao se colocar à disposição para a disputa, Daniella demonstrou interesse em contribuir diretamente com esse debate, mantendo uma postura aberta ao diálogo e respeitosa em relação às diferentes posições políticas. A manifestação reforçou sua presença no cenário estadual e sua disposição para assumir novas responsabilidades na vida pública maranhense.

Votação cresceu

O fortalecimento político de Daniella também encontra respaldo no desempenho eleitoral. Eleita deputada estadual em 2018 com 40.560 votos, ela ampliou sua votação em 2022, quando alcançou 47.277 votos, e registrou um novo avanço em 2026, com 66.040 votos.

O resultado representou um crescimento acumulado de 62,82% em oito anos, consolidando uma sequência de três eleições com ampliação do apoio popular.

Entre 2018 e 2022, a votação aumentou 16,56%. Já entre 2022 e 2026, o crescimento foi de 39,69%, com 18.763 votos a mais em relação ao pleito anterior.

No comparativo com sua primeira eleição, Daniella conquistou 25.480 votos adicionais. A evolução dos números evidenciou a ampliação de sua presença eleitoral e fortaleceu sua posição no cenário político maranhense.

A expressiva votação também renovou a responsabilidade de dar continuidade ao trabalho parlamentar, ampliar o diálogo com a população e transformar as demandas sociais em iniciativas concretas.

Proteção

Durante a entrevista, Daniella também destacou iniciativas de sua atuação parlamentar voltadas à proteção das mulheres e à assistência a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

Entre os exemplos apresentados esteve o Aluguel Social Maria da Penha, instituído pela Lei Estadual nº 11.350/2020, a partir de iniciativa parlamentar da deputada. A política busca garantir condições de moradia a mulheres vítimas de violência doméstica que não podem retornar às próprias residências em razão do risco à sua integridade.

A iniciativa reconhece que o enfrentamento à violência exige mais do que acolhimento emergencial: é necessário assegurar alternativas concretas para que as vítimas possam reconstruir suas vidas com segurança e autonomia.

Outro destaque foi o auxílio financeiro aos órfãos do feminicídio, previsto na Lei Estadual nº 12.717/2025. A política estabelece assistência mensal correspondente a meio salário mínimo por beneficiário e avançou a partir da articulação entre o Ministério Público do Maranhão, a deputada Daniella e o Governo do Estado.

Em junho de 2026, o Ministério Público do Maranhão informou que 91 crianças e adolescentes haviam sido identificados e amparados em 32 municípios. A iniciativa representa um avanço no reconhecimento de que as consequências do feminicídio também atingem diretamente os filhos das vítimas, que precisam de proteção, assistência e oportunidades para reconstruir suas vidas.

Nova iniciativa

Daniella também sinalizou que prepara um novo projeto de grande relevância social, com foco na defesa das mulheres e na justiça social.

A proposta ainda estava em fase de preparação e não teve seus detalhes divulgados durante a entrevista. A parlamentar manifestou a intenção de retornar ao Abrindo o Verbo, da Mirante News, para apresentar a iniciativa em primeira mão, quando pudesse revelar seu conteúdo.

A sinalização apontou para a continuidade de uma agenda parlamentar voltada à formulação de políticas públicas e à construção de respostas para demandas sociais importantes do Maranhão.

Mensagem a Braide

Ao comentar o cenário político e as perspectivas para o estado, Daniella também acenou positivamente ao governador eleito, desejando que ele tenha uma atuação exitosa à frente do Governo do Maranhão, com trabalho e compromisso em defesa dos maranhenses.

A manifestação reforçou a disposição para manter o diálogo institucional em torno das prioridades do estado, sem prejuízo da autonomia da Assembleia Legislativa e do papel de cada Poder.

A entrevista reuniu, assim, diferentes dimensões da trajetória política da deputada: o crescimento expressivo nas urnas, a defesa de políticas públicas de impacto social e a disposição para participar das discussões sobre a Presidência da Assembleia.

Com maturidade na abordagem de um dos temas centrais da próxima legislatura, Daniella colocou seu nome à disposição, defendeu o diálogo e a independência do Parlamento e destacou a força política do MDB. Ao mesmo tempo, reafirmou o compromisso com a proteção social e sinalizou novas iniciativas para 2027, consolidando sua presença entre as lideranças que participam dos debates sobre o futuro político do Maranhão.

Blog do Gilberto Leda 

 Quaest aponta medo maior de volta dos Bolsonaro do que de reeleição de Lula


A possibilidade de um novo governo bolsonarista voltou a ser a principal preocupação eleitoral dos brasileiros, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21). Para 44% dos entrevistados, o retorno dos Bolsonaro ao poder causa mais medo, enquanto 42% apontam a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o cenário mais preocupante.

Apesar da diferença de dois pontos percentuais, os resultados configuram empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.

A inversão ocorre pela primeira vez desde 14 de agosto, quando o receio de uma volta dos Bolsonaro também aparecia numericamente à frente, com 45%, contra 41% que temiam a continuidade de Lula no Palácio do Planalto.

Na rodada anterior, divulgada há uma semana, os dois cenários registravam o mesmo percentual: 43%.

Disputa segue apertada

Além de medir os temores do eleitorado, a pesquisa desta quarta-feira mostra uma disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto.

No levantamento espontâneo, em que os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos, os dois aparecem com 40%. Já no cenário estimulado, quando os nomes são apresentados, Flávio registra 45%, enquanto Lula soma 44%.

A pesquisa foi encomendada pelo jornal O Globo e pela TV Globo. A Quaest entrevistou 2.154 pessoas entre os dias 17 e 20 de outubro. Os dados indicam que, a poucos dias da votação, tanto a rejeição aos possíveis cenários de governo quanto a intenção de voto permanecem divididas.

Os percentuais de medo não representam intenção de voto: o eleitor pode temer a vitória de um candidato e, ainda assim, optar por ele nas urnas.

 Presidente da Argentina ataca Lula e o processo eleitoral brasileiro; Itamaraty reage


O governo brasileiro reagiu nesta terça-feira (20) a novas declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em publicação na rede social X, o argentino chamou o petista de “esquerdista ladrão” e insinuou que poderia haver fraude no segundo turno da eleição presidencial brasileira, marcado para domingo (25).

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores classificou as declarações como uma tentativa de ingerência externa no processo democrático do Brasil, especialmente por envolverem ataques ao Poder Judiciário e ao sistema de votação eletrônica.

O Itamaraty também contestou as insinuações de Milei e afirmou que o sistema brasileiro de voto eletrônico é seguro. Segundo a pasta, observadores eleitorais internacionais já reconheceram essa condição durante o primeiro turno.

“O sistema brasileiro de voto eletrônico é comprovadamente seguro, nunca registrou irregularidades”, destacou o ministério.

A nota ainda ressaltou que cabe exclusivamente aos brasileiros decidir o futuro político do país, sem interferência de governos estrangeiros.

Milei apoia Flávio Bolsonaro

As declarações ocorrem em meio à disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), que avançaram para o segundo turno. Milei já manifestou publicamente apoio ao senador brasileiro.

O presidente argentino também participou da convenção nacional do PL que lançou a candidatura de Flávio, ocasião em que voltou a atacar Lula e dirigiu ofensas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Crise diplomática entre Brasil e Argentina

A sequência de ataques agravou a relação entre os dois países, que atravessam uma das maiores crises diplomáticas das últimas décadas.

Após declarações anteriores de Milei, o governo brasileiro convocou o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Júlio Bitelli, para consultas e solicitou explicações ao representante argentino em Brasília, Daniel Raimondi.

Posteriormente, o Brasil decidiu manter sua representação diplomática na Argentina sem o retorno de Bitelli. Raimondi também deixou o território brasileiro após ser informado da decisão.

Atualmente, as relações diplomáticas entre os dois países são conduzidas em nível de encarregados de negócios. A representação brasileira em Buenos Aires está sob a responsabilidade do ministro-conselheiro Eduardo Uziel.

terça-feira, 20 de outubro de 2026

 Lula reúne adversários durante ato em São Luís 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu adversários políticos do Maranhão em um mesmo veículo durante ato de campanha realizado nesta terça-feira (20), no Centro Histórico de São Luís. A mobilização pela reeleição do petista colocou lado a lado lideranças que estiveram em campos opostos no primeiro turno das eleições estaduais.

Ao lado de Lula estavam o governador Carlos Brandão (MDB), as senadoras Eliziane Gama (PT) e Ana Paula Lobato (PSB), além do senador eleito André Fufuca (PP). A presença conjunta marcou uma trégua entre os grupos políticos em torno da candidatura presidencial.

O vice-governador Felipe Camarão (PT), adversário de Brandão na política estadual, também participou da mobilização, mas acompanhou o percurso em um carro auxiliar. Já o presidente da Câmara Municipal de São Luís, Paulo Victor (PSB), puxou o trio elétrico ao som de “Bota pra Virar”, na voz de Kannário. O senador Weverton Rocha (PDT) não compareceu ao evento.

Durante o ato, Brandão defendeu a continuidade dos programas sociais e manifestou confiança na vitória de Lula no segundo turno.

“Esse é o encontro das pessoas que querem que os programas sociais continuem e que o Brasil siga avançando. Votar Lula 13 é o caminho para que todos tenham acesso à saúde, educação e uma vida melhor. O Maranhão já decidiu. Bora, Lula! Bora virar!”, afirmou o governador.

Lula, que não havia visitado o Maranhão durante o primeiro turno, agradeceu a recepção dos apoiadores na capital e destacou a união em torno de sua candidatura.

“Meu coração transborda gratidão por tanto carinho, tanta força e tanta demonstração de amor hoje! O Maranhão mostrou, mais uma vez, que quando o povo se une, acredita e caminha junto, ninguém segura!”, declarou o presidente.


 Resultado das urnas levanta questionamentos sobre possível recuo de ministros do STF


O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, com Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o avanço de partidos de direita no Congresso Nacional reacenderam o debate sobre a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no cenário político brasileiro.

Para analistas políticos, inclusive alguns ligados ao presidente Lula, decisões de integrantes da Corte em temas de grande repercussão, para além dos limites dos tribunais, também teriam influenciado o ambiente político nacional e provocado críticas de diferentes setores da sociedade.

Após a votação, chamou atenção de observadores a percepção de uma possível mudança de postura de alguns ministros que anteriormente estavam no centro de controvérsias, mas que, desde então, teriam reduzido a exposição pública e deixado de protagonizar decisões com repercussão político-partidária.

Resta saber se esse eventual recuo busca evitar questionamentos sobre interferência indireta no processo eleitoral ou se representa uma reação ao recado das urnas. Até o momento, porém, não há confirmação de que o resultado eleitoral tenha motivado uma mudança deliberada de conduta por parte dos integrantes do Supremo.

 Braide decide ficar em cima do muro no 2º turno da eleição

Blog do Gilberto Leda


O governador eleito do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), confirmou que manterá neutralidade no segundo turno da disputa presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevista ao perfil Notícias Maranhenses no Instagram, publicada nesta segunda-feira (19), ele afirmou que recebeu apoio de eleitores de diferentes campos políticos e defendeu a liberdade de escolha dos maranhenses.

“Eu tive votos de todos os lados, então eu vou manter a coerência no sentido de que cada maranhense possa escolher aquele candidato a presidente que melhor o represente”, declarou.

Braide também afirmou que manterá uma relação institucional com quem vencer a eleição presidencial. Segundo o governador eleito, o diálogo com o futuro ocupante do Palácio do Planalto será necessário para preservar os interesses do estado.

“Como governador eleito, eu terei a obrigação de me dar bem e me relacionar bem com qualquer presidente para não prejudicar o Maranhão. E é isso que a gente vai fazer”, concluiu.