terça-feira, 27 de outubro de 2026

 Dez deputados articulam candidaturas à presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão


Com o encerramento do segundo turno das eleições, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão começa a movimentar os bastidores políticos. Pelo menos dez deputados estaduais já manifestaram interesse em comandar a Casa, em uma articulação que envolve parlamentares do MDB, Republicanos, PL e PSD.

Entre os nomes citados estão Gleydson Rezende, Daniela, Neto Evangelista, Francisco Nagib, Bruna Pessoa, Ariston, Florêncio Neto, Catulé Júnior, Detinha e Dino do Aldenora Bello. Nos bastidores, o governador eleito Eduardo Braide (PSD) é apontado como possível apoiador de Dino, embora, inicialmente, não pretenda interferir diretamente na eleição interna. Também circula a informação, ainda não confirmada oficialmente, de que Braide teria restrições a dois dos nomes cotados.

A atual presidente da Assembleia, Iracema Vale, também deverá ter influência nas articulações para a escolha de seu sucessor ou sucessora. Detinha, ligada ao grupo do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, pode contar com o apoio dos sete deputados estaduais eleitos pelo PL, enquanto parlamentares do MDB e do Republicanos buscam consolidar suas próprias candidaturas.

A disputa será um dos primeiros desafios políticos da nova configuração de forças no Maranhão, com negociações para formação de blocos e alianças em torno da futura Mesa Diretora. O principal ponto de interrogação é se Eduardo Braide conseguirá reunir apoio suficiente para emplacar um aliado na presidência ou se os deputados construirão uma candidatura independente de sua influência.

 PL reconhece vitória de Lula, mas diz que ‘questionamentos devem ser esclarecidos’

O PL reconheceu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial em nota assinada pelo presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto. O documento, divulgado nesta segunda-feira (26), aceita o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas mantém questionamentos sobre medidas adotadas durante o período eleitoral.

“Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático”, afirma a nota.

No texto, o partido critica o que classifica como medidas “fortemente eleitoreiras” e questiona a ampliação de gastos públicos com benefícios sociais às vésperas da votação. A legenda sustenta que essas iniciativas precisam ser debatidas por seus possíveis efeitos sobre o processo eleitoral e a economia. O documento não apresenta elementos que comprovem irregularidades.

O PL também destaca sua representação política após as eleições. Segundo os números apresentados na nota, a legenda encerra a disputa com 121 deputados federais, 29 senadores, 229 deputados estaduais e distritais e seis governadores.

Ao encerrar o comunicado, Valdemar afirma que o partido continuará acompanhando os fatos e buscando esclarecimentos com respeito às instituições. “O PL continuará firme, atuando com independência e responsabilidade na defesa da democracia, da liberdade e dos valores que representamos”, declara.

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

 Com apoio da família Gentil, Lula amplia votação no segundo turno em Caxias; candidato apoiado por Paulo Marinho Jr perde espaço percentual 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua votação em Caxias, no Maranhão, no segundo turno das eleições de 2026. Com o apoio político da família Gentil, liderada pelo ex-prefeito Fábio Gentil, pelo prefeito Gentil Neto e pela deputada federal Amanda Gentil, Lula conquistou 66.926 votos, equivalentes a 74,54% dos votos válidos.

No primeiro turno, Lula havia recebido 58.914 votos, correspondentes a 68,03%. Já no segundo turno, conquistou 8.012 votos a mais, aumentando sua participação em 6,51 pontos percentuais.

Confira a votação em Caxias

Primeiro turno – 4 de outubro

  • Lula (PT): 58.914 votos — 68,03%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 22.555 votos — 26,04%

Segundo turno – 25 de outubro

  • Lula (PT): 66.926 votos — 74,54%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 22.855 votos — 25,46%

Paulo Marinho Jr. acumula novo revés político

O resultado também representa um revés para o grupo político de Paulo Marinho Júnior, ligado ao PL em Caxias. Após seu desempenho nas urnas nas eleições proporcionais, o candidato presidencial de seu partido não conseguiu ampliar sua participação percentual no eleitorado caxiense.

Flávio Bolsonaro passou de 26,04% no primeiro turno para 25,46% no segundo. Apesar de conquistar 300 votos adicionais, sua participação percentual diminuiu, enquanto Lula ampliou significativamente sua vantagem.

O resultado evidencia a força eleitoral de Lula no município e representa mais um capítulo da disputa entre os grupos políticos locais.

A família Gentil, que mantém forte presença na política caxiense, esteve entre os grupos que apoiaram a candidatura do presidente.

Com mais de 66 mil votos, Lula encerrou o segundo turno com uma vantagem de 44.071 votos sobre Flávio Bolsonaro, consolidando sua vitória em Caxias.

 Apoio de Lahésio não converte voto para Flávio no Maranhão

Senador garantiu a vitória nas urnas com o apoio de uma parcela significativa do eleitorado de Lula, e o 2º turno no estado comprovou isso mais uma vez.

Lahésio prometeu a Flávio apoio de mais de 50
prefeitos no MA, mas presidenciável saiu com
votação menor

Em um colégio eleitoral do porte do Maranhão, com mais de 5,1 milhões de votantes, o senador eleito Lahésio Bonfim (Novo), seria capaz de, em 2026, presentear seu candidato preferido com mais de 400 mil votos. Contudo, há um problema: Bonfim mostrou–se incapaz de influenciar o voto do eleitorado maranhense. A explicação é óbvia. Entenda:

No dia 6 deste mês, o jornalista Isaías Rocha mostrou no seu blog que o senador eleito pelo Novo só conquistou a vaga graças ao apoio de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com os quais não consegue dialogar. Mas, afinal, como ele conseguiu o voto lulista sendo bolsonarista? A explicação está na neutralidade do governador eleito Eduardo Braide (PSD), que abriu espaço para essa aproximação e permitiu que a postura ideológica ficasse em segundo plano.

O voto ‘Lahésio’

No primeiro turno das eleições de 2026, Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 1.239.040 votos no Maranhão, número menor do que o obtido por Lahésio, que conquistou 1.471.859 votos. Isso representou uma diferença de 232.819 votos a mais em comparação ao presidenciável do PL.

Por sua vez, Lula recebeu 2.566.301 votos, que correspondem a 63,99%, enquanto o filho de Bolsonaro obteve 1.239.040 votos, ou 30,90%. O comportamento dos eleitores nos municípios maranhenses confirmou a tendência do voto ‘Luhésio’, identificada nas pesquisas eleitorais deste ano e também no pleito de 2022, quando o senador eleito ficou em segundo lugar na disputa para governador.

A promessa

No último dia 7, após confirmar a vitória nas urnas, Lahésio Bonfim oficializou sua adesão à campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência. O anúncio ocorreu durante uma reunião realizada em Brasília, onde o maranhense reafirmou seu alinhamento com a pauta do presidenciável para o segundo turno das eleições.

Durante o encontro, Lahésio destacou que o apoio não é apenas pessoal, mas contava com uma articulação política robusta voltada ao estado. Lahésio Bonfim falava em coordenar uma força-tarefa com mais de 50 prefeitos. A meta, segundo ele, era chegar a 100 gestores engajados. A projeção visava ampliar a votação do presidenciável do PL no estado.

A decepção

Hoje, três semanas depois, a votação de Flávio caiu e ele perdeu mais de 10 mil votos, no momento em que entrou no segundo turno com ‘força total’ em território maranhense. O movimento de Lahésio seguiu a tendência de outros nomes da política regional que também declararam apoio ao candidato do PL, buscando fortalecer a base eleitoral no Nordeste. O resultado prático, contudo, não se concretizou em votos nas urnas.

O desafio

Sem o apoio de Lahesio no primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 1.239.040 votos no Maranhão. No segundo turno, porém, mesmo com a adesão do senador eleito, o candidato caiu para 1.229.505 votos. O cenário indica que o senador do Novo encontrou dificuldades para atuar como cabo eleitoral e pode enfrentar desafios para manter sua trajetória política ao se posicionar mais à direita em um estado de maioria progressista.

Fonte: Blog do Isaias Rocha 

 Segundo turno: Flávio cai de seis para cinco municípios com maioria de votos no MA

Flávio Bolsonaro (PL) venceu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em cinco municípios do Maranhão no segundo turno, realizado neste domingo (25). No primeiro turno, o senador havia liderado em seis cidades, mas perdeu Estreito, onde o petista conseguiu reverter o resultado.

Flávio manteve a vantagem em São Pedro dos Crentes, Açailândia, Balsas, Imperatriz e Itinga do Maranhão. Lula venceu nos outros 212 municípios maranhenses.

São Pedro dos Crentes registrou o maior percentual de votos para o candidato do PL, com 67,93% dos votos válidos. Em seguida aparecem Açailândia, com 55,92%; Balsas, com 54,85%; Imperatriz, com 54,42%; e Itinga do Maranhão, com 51,40%.

Em Imperatriz, segundo maior colégio eleitoral do estado, Flávio recebeu 84.993 votos, contra 71.201 de Lula. Em Açailândia, foram 34.617 votos para o senador e 27.289 para o petista. Já em Balsas, Flávio somou 31.439 votos, enquanto Lula obteve 25.875.

A disputa mais apertada entre os municípios vencidos por Flávio ocorreu em Itinga do Maranhão, onde o candidato do PL superou Lula por apenas 385 votos: 7.060 contra 6.675.

Em Estreito, Lula virou o resultado do primeiro turno e venceu com 9.719 votos, equivalentes a 51,44% dos válidos. Flávio ficou com 9.175 votos, ou 48,56%.

 Centrão abandona Flávio após derrota e já mira espaço no governo Lula


A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial provocou uma rápida mudança de discurso entre lideranças do Centrão. Segundo a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, caciques que apoiaram o senador no segundo turno já articulam uma reaproximação com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de olho em espaço e influência no governo federal.

Nos bastidores, dirigentes atribuem o resultado negativo de Flávio à postura adotada durante a campanha, citando soberba, arrogância e agressividade no discurso dirigido à população mais pobre. A avaliação indica que parte dos antigos aliados não pretende acompanhar o senador em todos os movimentos após a derrota.

Mesmo tendo marchado com o PL na disputa presidencial, partidos do bloco mantiveram interlocutores próximos de Lula, como André Fufuca (PP-MA) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE). Agora, essas pontes podem facilitar novas negociações com o Palácio do Planalto.

De acordo com a reportagem, lideranças do Centrão já enxergam no governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), um nome para reorganizar a direita e disputar a Presidência em 2030.

Outro sinal de distanciamento veio com a rejeição, por parte de caciques do bloco, à iniciativa de Flávio de pedir a anulação da eleição. Para essas lideranças, contestar o resultado seria um caminho equivocado.

 Lula é reeleito presidente do Brasil em virada histórica

Luiz Inácio Lula da Silva, 80 anos, foi reeleito neste domingo (25) para seu quarto mandato à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Com mais de 98,2% das urnas apuradas, Lula obteve 51,75% dos votos válidos, o equivalente a 64.060.863 votos em uma campanha que tomou fôlego no segundo turno, a partir de uma reação nas redes sociais e de manifestações de rua.

Ele venceu o adversário Flávio Bolsonaro (PL).

Nas redes, Lula adotou um tom mais informal, gravando vídeos em formato selfie e falando diretamente com o eleitor. Mas a grande guinada nesse quesito foi a entrada do deputado André Janones (Rede-MG) na campanha.

Janones criou o grupo “Exército de Lula” no WhatsApp, que reuniu mais de 10 milhões de pessoas e, com a ajuda delas, aumentou o engajamento da esquerda nas redes sociais e amplificou a campanha pró-Lula.

Ao mesmo tempo, a população foi às ruas em atos espontâneos. Movimentos sociais e estudantes organizaram várias mobilizações em dezenas de cidades pelo país. As imagens das ruas tomadas de vermelho ajudaram a dar o tom de uma virada até então inédita no segundo turno.

Propostas

Sua campanha trouxe a promessa de continuidade a políticas adotadas nos últimos quatro anos ou aprofundá-las, com mais investimentos ou alcance.

Entre as propostas do plano de governo de Lula, considerando diferentes áreas de gestão, estão o aumento do salário mínimo sempre acima da inflação, investimento em defesa nacional e a criação de um ministério para a Segurança Pública. A ideia do ministério é garantir a participação da União nas políticas de segurança atualmente geridas unicamente pelos estados.

Seu programa de governo falou em criar “a maior rede pública de cuidado ao câncer do mundo”. Para isso, prevê investimentos em diagnóstico e tratamento ao câncer com técnicas e equipamentos modernos, bem como a atualização de novos medicamentos quimioterápicos e imunoterápicos.

Na área de educação, Lula prometeu criar novas versões do Programa Pé-de-Meia, como o Pé-de-Meia universitário. O programa Pé-de-Meia foi criado em 2024, em uma versão escolar. Trata-se de um incentivo financeiro-educacional pago pelo governo federal para promover a permanência e a conclusão escolar de pessoas matriculadas no ensino médio público.

Após enfrentar com soberania o “tarifaço” imposto pelo governo de Donald Trump, Lula reafirmou o compromisso em manter relações equânimes, diplomáticas e comerciais com todos os países do mundo, fortalecendo a economia nacional, com base na industrialização, e buscando novos mercados para exportação.

Biografia

Lula nasceu em 27 de outubro de 1945 em Garanhuns (PE). Antes de ingressar na vida pública, trabalhou como metalúrgico e ganhou projeção nacional ao presidir o sindicato da categoria no ABC paulista durante o processo de redemocratização do país.

Sem curso superior, formou-se torneiro mecânico pelo Senai. A liderança que exerceu nos grandes movimentos grevistas da década de 1970 e a defesa que fazia da democracia durante a ditadura militar no Brasil o inspiraram a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT) em 1980.

Nos anos seguintes, participou da campanha das Diretas Já e, em 1986, foi eleito deputado federal pelo PT. Lula construiu uma trajetória política voltada à defesa dos direitos dos trabalhadores; à ampliação de políticas sociais; ao combate à miséria e à fome; e à participação do Estado na promoção do desenvolvimento econômico.

Ao longo da história política recente, consolidou-se como uma das principais lideranças da esquerda brasileira e do campo progressista. Também ganhou projeção internacional, sendo reconhecido com uma das mais importantes lideranças mundiais neste século. Disputou a Presidência da República em várias ocasiões, até vencer a eleição de 2002.

Governou o país entre 2003 e 2010, voltou ao cargo em 2023, após ter sido absolvido de condenação no processo envolvendo a Lava Jato, e de ter cumprido 580 dias de prisão. Com a vitória eleitoral em 2022, tornou-se o primeiro presidente da República a ser eleito três vezes para o cargo. E chega, agora, ao quarto mandato. E, segundo ele próprio, será seu último.