terça-feira, 27 de outubro de 2026

 Após vitória de Lula, deputados do PL maranhense se reúnem com presidente da Câmara 

Os deputados federais eleitos pelo PL maranhense, que fazem parte do grupo de Josimar de Maranhãozinho, se reuniram com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos) nesta segunda-feira (26).

Além, do próprio Josimar, estiveram na reunião os federais eleitos Aldir Júnior, Dr. Orlando e Fabiana Villar, além da esposa de Josimar, deputada estadual eleita Detinha.

“Diálogo, articulação e compromisso com o Maranhão. Seguimos fortalecendo alianças para ampliar a voz do nosso estado no cenário nacional!”, escreveu Josimar nas redes sociais.

A única federal que não esteve na reunião foi a Mariana Carvalho. Esta não faz parte do grupo de Josimar e é, de fato, bolsonarista raiz, não devendo se alinhar ao grupo de Hugo Motta na Câmara.

A reunião representa um reposicionamento do “josimarzismo” após a derrota de Flávio Bolsonaro. Após o deputado Aldir Júnior fazer intensa campanha em favor de do candidato do PL no segundo turno, o grupo se afasta da extrema direitas e se aproxima novamente do centro. Hugo Motta ganha muita força após a derrota de Flávio Bolsonaro.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), anunciou que desistiu de disputar a presidência da Casa após a derrota de Bolsonaro.

 Aliados dizem que Flávio Bolsonaro foi para os EUA com a família

Aliados do senador e candidato derrotado a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), relataram que ele foi para os Estados Unidos com a esposa e as duas filhas.

A informação foi passada à CNN Brasil por fontes próximas à família.

O principal motivo foi o medo de ser preso após o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinar a retenção de seus passaportes.

Mais cedo, o governo brasileiro acionou autoridades argentinas sobre um eventual risco de fuga do senador.

O site argentino Infobae publicou que o candidato derrotado nas eleições havia cruzado a fronteira entre Brasil e Argentina em um voo privado.

A CNN Brasil não confirmou qual foi a rota utilizada pelo parlamentar.

Algumas horas mais tarde, a Polícia Federal cancelou os passaportes comum e diplomático do ex-presidenciável no sistema da corporação após decisão de Moraes.

O magistrado havia determinado que Flávio entregasse os documentos até às 11h de desta terça-feira (27). 

Blog do Glaucio Ericeira 


 Dez deputados articulam candidaturas à presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão


Com o encerramento do segundo turno das eleições, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão começa a movimentar os bastidores políticos. Pelo menos dez deputados estaduais já manifestaram interesse em comandar a Casa, em uma articulação que envolve parlamentares do MDB, Republicanos, PL e PSD.

Entre os nomes citados estão Gleydson Rezende, Daniela, Neto Evangelista, Francisco Nagib, Bruna Pessoa, Ariston, Florêncio Neto, Catulé Júnior, Detinha e Dino do Aldenora Bello. Nos bastidores, o governador eleito Eduardo Braide (PSD) é apontado como possível apoiador de Dino, embora, inicialmente, não pretenda interferir diretamente na eleição interna. Também circula a informação, ainda não confirmada oficialmente, de que Braide teria restrições a dois dos nomes cotados.

A atual presidente da Assembleia, Iracema Vale, também deverá ter influência nas articulações para a escolha de seu sucessor ou sucessora. Detinha, ligada ao grupo do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, pode contar com o apoio dos sete deputados estaduais eleitos pelo PL, enquanto parlamentares do MDB e do Republicanos buscam consolidar suas próprias candidaturas.

A disputa será um dos primeiros desafios políticos da nova configuração de forças no Maranhão, com negociações para formação de blocos e alianças em torno da futura Mesa Diretora. O principal ponto de interrogação é se Eduardo Braide conseguirá reunir apoio suficiente para emplacar um aliado na presidência ou se os deputados construirão uma candidatura independente de sua influência.

 PL reconhece vitória de Lula, mas diz que ‘questionamentos devem ser esclarecidos’

O PL reconheceu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial em nota assinada pelo presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto. O documento, divulgado nesta segunda-feira (26), aceita o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas mantém questionamentos sobre medidas adotadas durante o período eleitoral.

“Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático”, afirma a nota.

No texto, o partido critica o que classifica como medidas “fortemente eleitoreiras” e questiona a ampliação de gastos públicos com benefícios sociais às vésperas da votação. A legenda sustenta que essas iniciativas precisam ser debatidas por seus possíveis efeitos sobre o processo eleitoral e a economia. O documento não apresenta elementos que comprovem irregularidades.

O PL também destaca sua representação política após as eleições. Segundo os números apresentados na nota, a legenda encerra a disputa com 121 deputados federais, 29 senadores, 229 deputados estaduais e distritais e seis governadores.

Ao encerrar o comunicado, Valdemar afirma que o partido continuará acompanhando os fatos e buscando esclarecimentos com respeito às instituições. “O PL continuará firme, atuando com independência e responsabilidade na defesa da democracia, da liberdade e dos valores que representamos”, declara.

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

 Com apoio da família Gentil, Lula amplia votação no segundo turno em Caxias; candidato apoiado por Paulo Marinho Jr perde espaço percentual 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua votação em Caxias, no Maranhão, no segundo turno das eleições de 2026. Com o apoio político da família Gentil, liderada pelo ex-prefeito Fábio Gentil, pelo prefeito Gentil Neto e pela deputada federal Amanda Gentil, Lula conquistou 66.926 votos, equivalentes a 74,54% dos votos válidos.

No primeiro turno, Lula havia recebido 58.914 votos, correspondentes a 68,03%. Já no segundo turno, conquistou 8.012 votos a mais, aumentando sua participação em 6,51 pontos percentuais.

Confira a votação em Caxias

Primeiro turno – 4 de outubro

  • Lula (PT): 58.914 votos — 68,03%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 22.555 votos — 26,04%

Segundo turno – 25 de outubro

  • Lula (PT): 66.926 votos — 74,54%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 22.855 votos — 25,46%

Paulo Marinho Jr. acumula novo revés político

O resultado também representa um revés para o grupo político de Paulo Marinho Júnior, ligado ao PL em Caxias. Após seu desempenho nas urnas nas eleições proporcionais, o candidato presidencial de seu partido não conseguiu ampliar sua participação percentual no eleitorado caxiense.

Flávio Bolsonaro passou de 26,04% no primeiro turno para 25,46% no segundo. Apesar de conquistar 300 votos adicionais, sua participação percentual diminuiu, enquanto Lula ampliou significativamente sua vantagem.

O resultado evidencia a força eleitoral de Lula no município e representa mais um capítulo da disputa entre os grupos políticos locais.

A família Gentil, que mantém forte presença na política caxiense, esteve entre os grupos que apoiaram a candidatura do presidente.

Com mais de 66 mil votos, Lula encerrou o segundo turno com uma vantagem de 44.071 votos sobre Flávio Bolsonaro, consolidando sua vitória em Caxias.

 Apoio de Lahésio não converte voto para Flávio no Maranhão

Senador garantiu a vitória nas urnas com o apoio de uma parcela significativa do eleitorado de Lula, e o 2º turno no estado comprovou isso mais uma vez.

Lahésio prometeu a Flávio apoio de mais de 50
prefeitos no MA, mas presidenciável saiu com
votação menor

Em um colégio eleitoral do porte do Maranhão, com mais de 5,1 milhões de votantes, o senador eleito Lahésio Bonfim (Novo), seria capaz de, em 2026, presentear seu candidato preferido com mais de 400 mil votos. Contudo, há um problema: Bonfim mostrou–se incapaz de influenciar o voto do eleitorado maranhense. A explicação é óbvia. Entenda:

No dia 6 deste mês, o jornalista Isaías Rocha mostrou no seu blog que o senador eleito pelo Novo só conquistou a vaga graças ao apoio de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com os quais não consegue dialogar. Mas, afinal, como ele conseguiu o voto lulista sendo bolsonarista? A explicação está na neutralidade do governador eleito Eduardo Braide (PSD), que abriu espaço para essa aproximação e permitiu que a postura ideológica ficasse em segundo plano.

O voto ‘Lahésio’

No primeiro turno das eleições de 2026, Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 1.239.040 votos no Maranhão, número menor do que o obtido por Lahésio, que conquistou 1.471.859 votos. Isso representou uma diferença de 232.819 votos a mais em comparação ao presidenciável do PL.

Por sua vez, Lula recebeu 2.566.301 votos, que correspondem a 63,99%, enquanto o filho de Bolsonaro obteve 1.239.040 votos, ou 30,90%. O comportamento dos eleitores nos municípios maranhenses confirmou a tendência do voto ‘Luhésio’, identificada nas pesquisas eleitorais deste ano e também no pleito de 2022, quando o senador eleito ficou em segundo lugar na disputa para governador.

A promessa

No último dia 7, após confirmar a vitória nas urnas, Lahésio Bonfim oficializou sua adesão à campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência. O anúncio ocorreu durante uma reunião realizada em Brasília, onde o maranhense reafirmou seu alinhamento com a pauta do presidenciável para o segundo turno das eleições.

Durante o encontro, Lahésio destacou que o apoio não é apenas pessoal, mas contava com uma articulação política robusta voltada ao estado. Lahésio Bonfim falava em coordenar uma força-tarefa com mais de 50 prefeitos. A meta, segundo ele, era chegar a 100 gestores engajados. A projeção visava ampliar a votação do presidenciável do PL no estado.

A decepção

Hoje, três semanas depois, a votação de Flávio caiu e ele perdeu mais de 10 mil votos, no momento em que entrou no segundo turno com ‘força total’ em território maranhense. O movimento de Lahésio seguiu a tendência de outros nomes da política regional que também declararam apoio ao candidato do PL, buscando fortalecer a base eleitoral no Nordeste. O resultado prático, contudo, não se concretizou em votos nas urnas.

O desafio

Sem o apoio de Lahesio no primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 1.239.040 votos no Maranhão. No segundo turno, porém, mesmo com a adesão do senador eleito, o candidato caiu para 1.229.505 votos. O cenário indica que o senador do Novo encontrou dificuldades para atuar como cabo eleitoral e pode enfrentar desafios para manter sua trajetória política ao se posicionar mais à direita em um estado de maioria progressista.

Fonte: Blog do Isaias Rocha 

 Segundo turno: Flávio cai de seis para cinco municípios com maioria de votos no MA

Flávio Bolsonaro (PL) venceu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em cinco municípios do Maranhão no segundo turno, realizado neste domingo (25). No primeiro turno, o senador havia liderado em seis cidades, mas perdeu Estreito, onde o petista conseguiu reverter o resultado.

Flávio manteve a vantagem em São Pedro dos Crentes, Açailândia, Balsas, Imperatriz e Itinga do Maranhão. Lula venceu nos outros 212 municípios maranhenses.

São Pedro dos Crentes registrou o maior percentual de votos para o candidato do PL, com 67,93% dos votos válidos. Em seguida aparecem Açailândia, com 55,92%; Balsas, com 54,85%; Imperatriz, com 54,42%; e Itinga do Maranhão, com 51,40%.

Em Imperatriz, segundo maior colégio eleitoral do estado, Flávio recebeu 84.993 votos, contra 71.201 de Lula. Em Açailândia, foram 34.617 votos para o senador e 27.289 para o petista. Já em Balsas, Flávio somou 31.439 votos, enquanto Lula obteve 25.875.

A disputa mais apertada entre os municípios vencidos por Flávio ocorreu em Itinga do Maranhão, onde o candidato do PL superou Lula por apenas 385 votos: 7.060 contra 6.675.

Em Estreito, Lula virou o resultado do primeiro turno e venceu com 9.719 votos, equivalentes a 51,44% dos válidos. Flávio ficou com 9.175 votos, ou 48,56%.