sexta-feira, 22 de maio de 2026

 Prefeito é suspeito de ameaçar blogueiro em Sitio Novo 

Matias Marinho

Um vídeo divulgado por um blogueiro do interior do Maranhão ganhou repercussão nas redes sociais após mostrar uma suposta ligação do prefeito de Sítio Novo, Antônio Coelho, em tom de ameaça. Segundo o comunicador, a situação aconteceu após a publicação de denúncias relacionadas a problemas de infraestrutura no município.

O blogueiro afirmou ainda que precisou deixar a cidade por medo das ameaças atribuídas ao gestor. Na gravação, o prefeito aparece questionando o paradeiro do comunicador, insistindo em um encontro presencial e utilizando palavras ofensivas.

Após a repercussão do caso, Antônio Coelho divulgou uma nota pública em que afirma respeitar a liberdade de expressão e o trabalho da imprensa, mas argumenta que algumas manifestações ultrapassam os limites do jornalismo responsável.

O prefeito reconheceu que, em meio à pressão do momento, utilizou palavras que não refletem sua conduta habitual e pediu desculpas à população de Sítio Novo. Na nota, o gestor também reafirmou o compromisso de continuar trabalhando com responsabilidade e dedicação pelo município.

 Brandão defende empréstimo e manda recado à oposição: ‘Vão trabalhar’

Blog do Gilberto Leda

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, rebateu críticas da oposição e saiu em defesa do novo pedido de empréstimo aprovado pela Assembleia Legislativa do Maranhão (ALEMA) para investimentos em infraestrutura rodoviária no estado. O posicionamento ocorreu após decisão do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, que suspendeu temporariamente a tramitação da operação de crédito.

Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, Brandão afirmou que a proposta não representa uma nova dívida criada pelo governo, mas a renovação de uma operação já autorizada anteriormente pelo parlamento estadual. Segundo ele, a atualização se tornou necessária após a melhora da classificação fiscal do Maranhão junto ao Tesouro Nacional.

“Essa operação já tinha sido aprovada. Nós estamos renovando uma nova aprovação porque a gente subiu de letra”, declarou o governador. De acordo com Brandão, o Maranhão saiu da classificação “C”, passou para “B” e agora alcançou a nota máxima, “A”, indicador que atesta capacidade de pagamento e equilíbrio fiscal.

O chefe do Executivo também destacou que o estado passou da 23ª para a 2ª posição nacional em solidez fiscal. Segundo ele, a nova classificação permite acesso a financiamentos com juros menores e condições mais vantajosas para investimentos públicos.

Brandão afirmou ainda que os recursos serão destinados exclusivamente à recuperação e pavimentação de rodovias estaduais. Entre as obras citadas pelo governador estão a pavimentação da estrada entre Tasso Fragoso e Alto Parnaíba; o trecho da MA-372, entre São Domingos do Azeitão e Mirador; a ligação entre Anajatuba e São João Batista, na Baixada Maranhense; além das rodovias entre São Domingos do Maranhão e Graça Aranha, de Governador Luiz Rocha até a BR-226, e os trechos entre Araioses e Água Doce, e São Luís Gonzaga e Trizidela do Vale.

Ao responder às críticas da oposição, que questiona a transparência da operação e o aumento do endividamento estadual, o governador afirmou que os financiamentos possuem mecanismos rigorosos de fiscalização e auditoria.

“Esse recurso do banco é rigoroso na aplicação. Ele tem um plano de trabalho, fiscalização rigorosa e medição. Não existe a menor possibilidade de se utilizar isso de forma eleitoreira”, declarou.

No encerramento da fala, Brandão também direcionou críticas aos adversários políticos. “Quero dar um recado aos políticos da oposição: se vocês não podem ajudar, que não atrapalhem. Vão trabalhar!”, afirmou.

O Palácio dos Leões e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) avaliam medidas jurídicas para recorrer da liminar que suspendeu a tramitação do projeto, sustentando a legalidade da operação e a necessidade de continuidade das obras previstas pelo governo estadual.

 Aliados veem desgaste político de Flávio Bolsonaro após crise envolvendo Daniel Vorcaro

Aliados do senador Flávio Bolsonaro relatam, nos bastidores, preocupação crescente com o impacto político da associação do parlamentar ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo interlocutores do campo conservador, o desgaste provocado pelo caso já atinge setores estratégicos da base bolsonarista, como mercado financeiro, agronegócio, lideranças evangélicas e integrantes da classe política. Nos bastidores, dirigentes partidários demonstram receio de que a imagem de Flávio possa dificultar alianças e contaminar campanhas estaduais e municipais nas eleições de 2026.

De acordo com relatos de empresários e aliados políticos, o senador enfrenta dificuldades para ampliar sua articulação fora do núcleo mais fiel do bolsonarismo. No mercado financeiro, interlocutores afirmam que há resistência até mesmo a encontros reservados com o parlamentar, enquanto nomes ligados ao antigo governo, como Gustavo Montezano e Adolfo Sachsida, não seriam vistos como novidades capazes de gerar confiança adicional.

No segmento evangélico, lideranças acompanham a movimentação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, considerada por aliados como um nome que preservou capital político próprio ao evitar envolvimento direto na defesa pública de Flávio Bolsonaro.

 Operação Arthros: Governador do Maranhão exonera quatro servidores após ação da PF

Gabriel Tenório,  aliado politico de Rubão em Matões 

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, determinou a exoneração de quatro servidores estaduais nesta quinta-feira (21). A medida cumpre uma ordem judicial do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), decorrente da Operação Arthros, deflagrada pela Polícia Federal.

O principal alvo da investigação é o Rubens Pereira, o Rubão, que é pai do deputado federal Rubens Pereira Júnior (PT).

As demissões foram publicadas oficialmente no Diário Oficial do Estado. Entre os nomes destituídos de seus cargos estão:

Gabriel Tenório (foto acima): Aliado político de Rubão e então presidente da Agência Executiva Metropolitana do Leste Maranhense (Agemleste).

Leonardo: Sobrinho de Rubão e atuante na região de Matões.

A Polícia Federal investiga um suposto esquema de financiamento ilícito de campanhas eleitorais focado nas eleições municipais de 2024.

A operação realizou ações coordenadas em seis cidades da região: São Luís, Paço do Lumiar, Barreirinhas, Codó, Matões e Teresina (PI).

Ao todo, a PF cumpriu 11 mandados de busca e apreensão. Além dos afastamentos e das buscas, a Justiça Eleitoral determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de todos os investigados.

 Congresso derruba veto de Lula e permite doações a estados e municípios durante campanha eleitoral

O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (21), um veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que impedia a doação de bens, valores e benefícios pelo poder público a estados e municípios nos três meses anteriores às eleições.

No fim de 2025, o Congresso aprovou uma regra que permitia ao poder público continuar fazendo doações de bens, dinheiro ou outros benefícios mesmo durante o período eleitoral — desde que o beneficiário tivesse alguma obrigação a cumprir em troca.

Pela Lei Eleitoral, esse tipo de transferência é proibida no período que antecede as eleições, justamente para evitar que governos usem recursos públicos para favorecer candidatos.

O dispositivo aprovado pelo Congresso criou uma exceção a essa regra.

Ao derrubar esse veto, o Congresso contrariou o posicionamento da consultoria técnica das Casas legislativas, já que a a regra pode abrir espaço para doações indiretas de parlamentares a municípios durante o período eleitoral.

Segundo a Transparência Brasil, organização que monitora o uso de recursos públicos, isso poderia ocorrer quando um parlamentar destina recursos por emenda a um órgão federal, como a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que, por sua vez, faz a doação de bens a um município.

Esse e outros três vetos derrubados pelos parlamentares seguem agora para a promulgação do presidente, que terá um prazo de 48 horas para isso.

Caso Lula não promulgue os trechos, a tarefa caberá a Davi Alcolumbre, presidente do Senado.

Em outras palavras, o texto abre uma exceção para que políticos continuem realizando esse tipo de transferência mesmo durante o período em que a legislação eleitoral restringe a distribuição de benefícios governamentais, com o objetivo de evitar favorecimento a candidatos.

“É preciso que nós lembremos que o governo Lula foi o governo que tentou romper ou supriu o rombo que Bolsonaro provocou nos municípios. Nós tivemos, em 2023, R$8,7 bilhões do Governo Lula para cobertura de perdas de arrecadação do ICMS, do calote que foi dado no ICMS, na tentativa desesperada de Bolsonaro, utilizando-se da máquina pública, do orçamento público, para ganhar as eleições, que depois ele quis golpear – golpear o resultado das urnas com os atos golpistas”, disse Érika Kokay (PT-DF).

“E aqui foi liberado pelo governo Lula R$ 4,7 bilhões para o Fundo de Participação dos Municípios. É inequívoca a determinação do Governo de Luiz Inácio Lula da Silva de aprovar ou de favorecer os municípios do nosso Brasil, que é onde se realizam as políticas públicas, na área de saúde, na área de assistência, na área de cultura, na área de educação”, completou a deputada.

O dispositivo, incluído na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), foi vetado por Lula sob a justificativa de inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público por criar exceção à norma de direito eleitoral.

Segundo o Executivo, a LDO, por ser uma lei ordinária temporária, não tem competência para criar exceções à Lei Eleitoral, que é norma permanente de hierarquia diferente. Além disso, o tema foge ao escopo constitucionalmente previsto para as diretrizes orçamentárias.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

 Orleans Brandão blinda chapa majoritária e avisa que cumprirá acordos para o Senado 

O presidente estadual do MDB e pré-candidato ao governo do Maranhão, Orleans Brandão, mandou um recado claro e direto ao mercado político sobre a engenharia de sua chapa majoritária. Em entrevista ao programa Expediente Final, da Rádio Difusora News, o líder emedebista garantiu que a palavra empenhada antes do lançamento de sua postulação será mantida à risca.

Sem rodeios, Orleans revelou a primeira vaga está firmada com o bloco composto por União Brasil e Progressistas, como parte das composições locais de sustentação ao seu projeto. Já a segunda cadeira atende a uma articulação de peso nacional, sendo um pedido direto do presidente Lula para chancelar o espaço do senador Weverton Rocha na disputa.

A firmeza do pré-candidato foi testada ao ser questionado sobre o recente interesse da deputada federal e ex-governadora Roseana Sarney, sua correligionária no MDB, em entrar no páreo pelo Senado. Adotando uma postura que mesclou diplomacia e rigidez, Orleans reconheceu o legado e o direito legítimo de Roseana ter pretensões eleitorais pelo histórico de trabalho no estado, mas avisou que o partido debaterá o tema sem alterar o que já foi acordado.

O movimento deixa claro que, embora o diálogo com Roseana esteja aberto, o núcleo duro das alianças majoritárias está blindado.

 Rubão afirma que não se envolveu em nenhum ato ilícito relacionado às últimas eleições

O ex-secretário de Articulação Política do Maranhão, Rubens Pereira, emitiu nota sobre a operação da Polícia Federal realizada na manhã desta quinta-feira (21) sobre suposto ilícito eleitoral.

Segundo a PF, os valores envolvidos superam R$ 1,9 milhão, com a distribuição de mais de R$ 1,2 milhão a candidatos e intermediários.

Rubão afirma que ele nem ninguém de sua família sequer foram candidatos nas últimas eleições municipais e em 40 anos de vida pública nunca foi alvo de operação como esta. Ele afirma que está com a consciência tranquila e garante que não se envolveu em nenhum ato ilícito relacionado às eleições.

NOTA PÚBLICA

Na manhã desta quinta-feira, 21 de maio de 2026, recebi agentes da Polícia Federal na minha residência para o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em investigações relacionadas a supostas irregularidades eleitorais que teriam ocorrido no mesmo período em que fui secretário de Estado de Articulação Politica do Governo Brandão.

Em mais de 40 anos de atividade pública, nunca tinha sido alvo de operações como essa, muito menos sobre fatos relacionados a eleições em que nem eu e nem ninguém da minha família fomos candidatos.

Ainda não tenho informações sobre os fatos motivadores, mas tenho plena confiança na apuração policial e a consciência tranquila de que não me envolvi em nenhum ilícito. Já me coloquei à disposição das autoridades para contribuir com as investigações. Ao passo que tiver novas informações, comunico a todos.

Rubens Pereira

Ex-secretário de Articulação Política do Maranhão