sexta-feira, 22 de maio de 2026

 Aliados veem desgaste político de Flávio Bolsonaro após crise envolvendo Daniel Vorcaro

Aliados do senador Flávio Bolsonaro relatam, nos bastidores, preocupação crescente com o impacto político da associação do parlamentar ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo interlocutores do campo conservador, o desgaste provocado pelo caso já atinge setores estratégicos da base bolsonarista, como mercado financeiro, agronegócio, lideranças evangélicas e integrantes da classe política. Nos bastidores, dirigentes partidários demonstram receio de que a imagem de Flávio possa dificultar alianças e contaminar campanhas estaduais e municipais nas eleições de 2026.

De acordo com relatos de empresários e aliados políticos, o senador enfrenta dificuldades para ampliar sua articulação fora do núcleo mais fiel do bolsonarismo. No mercado financeiro, interlocutores afirmam que há resistência até mesmo a encontros reservados com o parlamentar, enquanto nomes ligados ao antigo governo, como Gustavo Montezano e Adolfo Sachsida, não seriam vistos como novidades capazes de gerar confiança adicional.

No segmento evangélico, lideranças acompanham a movimentação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, considerada por aliados como um nome que preservou capital político próprio ao evitar envolvimento direto na defesa pública de Flávio Bolsonaro.

 Operação Arthros: Governador do Maranhão exonera quatro servidores após ação da PF

Gabriel Tenório,  aliado politico de Rubão em Matões 

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, determinou a exoneração de quatro servidores estaduais nesta quinta-feira (21). A medida cumpre uma ordem judicial do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), decorrente da Operação Arthros, deflagrada pela Polícia Federal.

O principal alvo da investigação é o Rubens Pereira, o Rubão, que é pai do deputado federal Rubens Pereira Júnior (PT).

As demissões foram publicadas oficialmente no Diário Oficial do Estado. Entre os nomes destituídos de seus cargos estão:

Gabriel Tenório (foto acima): Aliado político de Rubão e então presidente da Agência Executiva Metropolitana do Leste Maranhense (Agemleste).

Leonardo: Sobrinho de Rubão e atuante na região de Matões.

A Polícia Federal investiga um suposto esquema de financiamento ilícito de campanhas eleitorais focado nas eleições municipais de 2024.

A operação realizou ações coordenadas em seis cidades da região: São Luís, Paço do Lumiar, Barreirinhas, Codó, Matões e Teresina (PI).

Ao todo, a PF cumpriu 11 mandados de busca e apreensão. Além dos afastamentos e das buscas, a Justiça Eleitoral determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de todos os investigados.

 Congresso derruba veto de Lula e permite doações a estados e municípios durante campanha eleitoral

O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (21), um veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que impedia a doação de bens, valores e benefícios pelo poder público a estados e municípios nos três meses anteriores às eleições.

No fim de 2025, o Congresso aprovou uma regra que permitia ao poder público continuar fazendo doações de bens, dinheiro ou outros benefícios mesmo durante o período eleitoral — desde que o beneficiário tivesse alguma obrigação a cumprir em troca.

Pela Lei Eleitoral, esse tipo de transferência é proibida no período que antecede as eleições, justamente para evitar que governos usem recursos públicos para favorecer candidatos.

O dispositivo aprovado pelo Congresso criou uma exceção a essa regra.

Ao derrubar esse veto, o Congresso contrariou o posicionamento da consultoria técnica das Casas legislativas, já que a a regra pode abrir espaço para doações indiretas de parlamentares a municípios durante o período eleitoral.

Segundo a Transparência Brasil, organização que monitora o uso de recursos públicos, isso poderia ocorrer quando um parlamentar destina recursos por emenda a um órgão federal, como a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que, por sua vez, faz a doação de bens a um município.

Esse e outros três vetos derrubados pelos parlamentares seguem agora para a promulgação do presidente, que terá um prazo de 48 horas para isso.

Caso Lula não promulgue os trechos, a tarefa caberá a Davi Alcolumbre, presidente do Senado.

Em outras palavras, o texto abre uma exceção para que políticos continuem realizando esse tipo de transferência mesmo durante o período em que a legislação eleitoral restringe a distribuição de benefícios governamentais, com o objetivo de evitar favorecimento a candidatos.

“É preciso que nós lembremos que o governo Lula foi o governo que tentou romper ou supriu o rombo que Bolsonaro provocou nos municípios. Nós tivemos, em 2023, R$8,7 bilhões do Governo Lula para cobertura de perdas de arrecadação do ICMS, do calote que foi dado no ICMS, na tentativa desesperada de Bolsonaro, utilizando-se da máquina pública, do orçamento público, para ganhar as eleições, que depois ele quis golpear – golpear o resultado das urnas com os atos golpistas”, disse Érika Kokay (PT-DF).

“E aqui foi liberado pelo governo Lula R$ 4,7 bilhões para o Fundo de Participação dos Municípios. É inequívoca a determinação do Governo de Luiz Inácio Lula da Silva de aprovar ou de favorecer os municípios do nosso Brasil, que é onde se realizam as políticas públicas, na área de saúde, na área de assistência, na área de cultura, na área de educação”, completou a deputada.

O dispositivo, incluído na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), foi vetado por Lula sob a justificativa de inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público por criar exceção à norma de direito eleitoral.

Segundo o Executivo, a LDO, por ser uma lei ordinária temporária, não tem competência para criar exceções à Lei Eleitoral, que é norma permanente de hierarquia diferente. Além disso, o tema foge ao escopo constitucionalmente previsto para as diretrizes orçamentárias.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

 Orleans Brandão blinda chapa majoritária e avisa que cumprirá acordos para o Senado 

O presidente estadual do MDB e pré-candidato ao governo do Maranhão, Orleans Brandão, mandou um recado claro e direto ao mercado político sobre a engenharia de sua chapa majoritária. Em entrevista ao programa Expediente Final, da Rádio Difusora News, o líder emedebista garantiu que a palavra empenhada antes do lançamento de sua postulação será mantida à risca.

Sem rodeios, Orleans revelou a primeira vaga está firmada com o bloco composto por União Brasil e Progressistas, como parte das composições locais de sustentação ao seu projeto. Já a segunda cadeira atende a uma articulação de peso nacional, sendo um pedido direto do presidente Lula para chancelar o espaço do senador Weverton Rocha na disputa.

A firmeza do pré-candidato foi testada ao ser questionado sobre o recente interesse da deputada federal e ex-governadora Roseana Sarney, sua correligionária no MDB, em entrar no páreo pelo Senado. Adotando uma postura que mesclou diplomacia e rigidez, Orleans reconheceu o legado e o direito legítimo de Roseana ter pretensões eleitorais pelo histórico de trabalho no estado, mas avisou que o partido debaterá o tema sem alterar o que já foi acordado.

O movimento deixa claro que, embora o diálogo com Roseana esteja aberto, o núcleo duro das alianças majoritárias está blindado.

 Rubão afirma que não se envolveu em nenhum ato ilícito relacionado às últimas eleições

O ex-secretário de Articulação Política do Maranhão, Rubens Pereira, emitiu nota sobre a operação da Polícia Federal realizada na manhã desta quinta-feira (21) sobre suposto ilícito eleitoral.

Segundo a PF, os valores envolvidos superam R$ 1,9 milhão, com a distribuição de mais de R$ 1,2 milhão a candidatos e intermediários.

Rubão afirma que ele nem ninguém de sua família sequer foram candidatos nas últimas eleições municipais e em 40 anos de vida pública nunca foi alvo de operação como esta. Ele afirma que está com a consciência tranquila e garante que não se envolveu em nenhum ato ilícito relacionado às eleições.

NOTA PÚBLICA

Na manhã desta quinta-feira, 21 de maio de 2026, recebi agentes da Polícia Federal na minha residência para o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em investigações relacionadas a supostas irregularidades eleitorais que teriam ocorrido no mesmo período em que fui secretário de Estado de Articulação Politica do Governo Brandão.

Em mais de 40 anos de atividade pública, nunca tinha sido alvo de operações como essa, muito menos sobre fatos relacionados a eleições em que nem eu e nem ninguém da minha família fomos candidatos.

Ainda não tenho informações sobre os fatos motivadores, mas tenho plena confiança na apuração policial e a consciência tranquila de que não me envolvi em nenhum ilícito. Já me coloquei à disposição das autoridades para contribuir com as investigações. Ao passo que tiver novas informações, comunico a todos.

Rubens Pereira

Ex-secretário de Articulação Política do Maranhão

 Brandão anuncia concurso com 3.350 vagas para o sistema de segurança do Maranhão

O governador Carlos Brandão anunciou nesta quinta-feira (21) a realização de um novo concurso público para reforçar o sistema de segurança pública do Maranhão. O certame terá organização do Cebraspe, banca já contratada pelo governo do Estado, e o edital será publicado em até 30 dias.

Ao todo, serão ofertadas 3.350 vagas distribuídas entre cinco áreas estratégicas da segurança pública: Polícia Militar do Maranhão, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Perícia Oficial e Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). As provas serão realizadas em datas diferentes, permitindo que os candidatos possam concorrer a mais de uma carreira.

“Esse é o maior concurso público do Maranhão. Um grande esforço conjunto para melhorar o serviço público estadual. Estamos começando pela segurança, abrindo novas 3.500 vagas. Em seguida, vamos fazer em diversas outras áreas, como administração, saúde, educação, FASE, com mais de 3 mil vagas. Este é apenas o primeiro passo para melhor servir o cidadão e dar oportunidades aos maranhenses”, destacou o governador Carlos Brandão.

O secretário de Estado da Administração, Guilberth Garcês, fala em transformação na oferta de serviços para a população. “É um momento de mudança profunda na administração pública do nosso estado. Esse é um investimento estratégico, feito com planejamento e responsabilidade. Esse concurso, além dos outros que estão por vir, vão garantir um serviço público eficiente, com profissionais valorizados”, finalizou.

A coronel Augusta Andrade, secretária de Estado da Segurança Pública do Maranhão, comemorou o anúncio feito por Brandão para a área. “O fortalecimento da segurança pública passa, necessariamente, pela valorização e ampliação do efetivo policial. Com a confirmação do governador Carlos Brandão sobre o avanço do novo concurso, damos mais um passo importante no fortalecimento da investigação, da inteligência e do patrulhamento em todo o estado”.

Brandão já havia anunciado a convocação de mais de 1.500 policiais no cadastro de reserva do concurso anterior, bem como a concessão de novas promoções para motivar a tropa. Com este novo concurso, a segurança pública ganha mais agentes para reforçar o monitoramento e patrulhamento nas ruas.

Distribuição das vagas

Polícia Militar do Maranhão (PMMA)

Soldado do Quadro de Praças – 970 vagas

Soldado Músico – 30 vagas

Total: 1.000 vagas

Polícia Civil do Maranhão (PCMA)

Delegado de Polícia Civil – 58 vagas

Oficial Investigador de Polícia Civil – 357 vagas

Total: 415 vagas

Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA)

Soldado Combatente – 770 vagas

Soldado Especialista Músico – 27 vagas

Soldado Especialista Corneteiro – 3 vagas

Total: 800 vagas

Perícia Oficial

Perito Criminal – 9 vagas

Médico Legista – 25 vagas

Odontolegista – 1 vaga

Agente de Perícia Criminal – 30 vagas

Agente de Perícia Médico-Legal – 11 vagas

Total: 76 vagas

Secretaria de Administração Penitenciária (Seap)

Inspetor de Polícia Penal – 305 vagas

Monitor de Ressocialização – 450 vagas

Especialistas Penitenciários – 150 vagas

Técnicos/Assistentes Penitenciários – 154 vagas

Total: 1.059 vagas

Total geral: 3.350 vagas

 PF mira esquema de desvio e caixa dois de R$ 1,9 milhão nas eleições de 2024 no Maranhão

A Polícia Federal deflagrou hoje (21) a operação Arthros com o objetivo de desarticular organização criminosa responsável por desvio de recursos públicos e financiamento ilícito de campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2024, no Maranhão.

As investigações identificaram um esquema estruturado e sofisticado que utilizava empresas de fachada, contratos simulados e notas fiscais frias para dissimular a origem de recursos públicos, que eram canalizados para campanhas eleitorais. O grupo também operava por meio de contas bancárias de terceiros e realizava saques em espécie e transferências fracionadas, prática típica de lavagem de dinheiro destinada a dificultar o rastreamento das operações.

A apuração revelou que, nos 15 dias que antecederam o pleito eleitoral de 2024, foram movimentados valores superiores a R$ 1,9 milhão, com a distribuição de mais de R$ 1,2 milhão a candidatos e intermediários. Há indícios de que parte significativa desses recursos tenha origem em contratos públicos, desviados para fins eleitorais.

As evidências reunias demonstram a atuação coordenada dos investigados, que teriam exercido papel central na definição dos valores, escolha dos beneficiários e operacionalização dos repasses, por meio de um verdadeiro gabinete paralelo de financiamento eleitoral ilícito. Até o momento, foram identificados vários candidatos beneficiados pelo esquema, em diversos municípios do estado. Os repasses ocorriam de forma pulverizada, inclusive por intermédio de pessoas interpostas, indicando clara tentativa de ocultação do destino final dos recursos.

Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, além do afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados, afastamento de 4 servidores públicos e indisponibilidade de bens no valor de R$ 2 milhões. As diligências foram realizadas nas cidades de São Luís-MA, Paço do Lumiar-MA, Barreirinhas-MA, Codó-MA, Matões-MA e Teresina-PI.

As medidas visam aprofundar a coleta de provas, identificar a extensão do esquema criminoso, recuperar ativos desviados e interromper a continuidade das práticas ilícitas. Os investigados poderão responder pelos crimes de caixa dois eleitoral, corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, crimes contra a Administração Pública e desvio de recursos públicos, além de outras infrações penais conexas.