Ciro Nogueira descarta Tarcísio e sinaliza apoio do PP a Flávio Bolsonaro para 2026
A mudança de estratégia de um dos principais líderes do Centrão marca uma inflexão importante. Meses atrás, Tarcísio era visto por Ciro como o nome de maior viabilidade eleitoral para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, a avaliação atual é de que Tarcísio deve focar na reeleição ao Governo de São Paulo, preservando o principal palanque da direita no país.
Apesar da sinalização positiva, o apoio do PP a Flávio Bolsonaro não é um “cheque em branco”. Em entrevistas recentes, Ciro Nogueira estabeleceu critérios claros para a formalização da aliança, que deve ser decidida em abril:
Discurso Moderado: O PP exige que Flávio adote uma postura voltada ao centro, afastando-se da retórica de extrema direita para reduzir seus índices de rejeição.
Viabilidade Eleitoral: O partido aguarda para ver se a campanha terá fôlego para “unificar o país” ou se servirá apenas como uma defesa do legado de Jair Bolsonaro.
Composição da Chapa: Nogueira já ventila nomes para a vice-presidência, citando o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), como um aliado estratégico para conquistar o eleitorado do Sudeste.
Riscos
A decisão também carrega um componente pragmático típico do Centrão. Nos bastidores, discute-se que, caso a candidatura de Flávio Bolsonaro não demonstre força competitiva contra Lula, setores do PP poderiam flertar com um desembarque no atual governo para garantir espaços ministeriais. Por outro lado, a consolidação de Flávio como herdeiro político direto de seu pai — que permanece preso e inelegível — mantém a base bolsonarista engajada e pressiona outros partidos da direita a definirem seus lados.
A definição oficial do apoio do Progressistas e a montagem definitiva das chapas dependem das negociações que se intensificarão após o Carnaval, com o prazo final de filiações e desincompatibilizações em abril.











