quarta-feira, 2 de setembro de 2026

 CCJ do Senado aprova PEC que acaba com jornada 6x1

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), por votação simbólica, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que põe fim à jornada de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). A matéria ainda precisa passar pelo plenário da Casa, em dois turnos de votação.

A PEC 221 de 2019 prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses.

Dos 27 senadores presentes na comissão, apenas quatro registraram votos contrários: o líder da oposição Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).

O relator Omar Aziz (PSD-AM) rejeitou todas as 36 emendas apresentadas à PEC, incluindo propostas para manter a possibilidade de escalas de 6×1 ou jornadas superiores a 40 horas.

“Até porque todas as emendas que foram apresentadas, as 36 emendas, nenhuma pede mais benefício para o trabalhador”, justificou o relator.

A PEC foi criticada pelo líder da oposição Rogério Marinho, que reclamou do pouco tempo para debater o tema e destacou que a proposta traria inflação para a economia.

“Nós vamos gerar, sem dúvida nenhuma, inflação, desemprego e informalidade em nome da perpetuação do projeto de poder”, disse o parlamentar potiguar.

Estudos sobre o fim da 6×1 divergem sobre os impactos para a inflação e o Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país).

Rogério Marinho defendeu uma outra PEC, a que cria um regime trabalhista por hora trabalhada, e defendeu as negociações individuais entre patrões e empregados para definição da escala de trabalho.

“Esse projeto vai na contramão da necessidade de darmos competitividade à população, ao país e à sociedade brasileira”, criticou.

O líder da oposição ainda apresentou um destaque para limitar o descanso remunerado dos trabalhados à apenas um dia na semana. Porém, o destaque foi rejeitado pela CCJ.

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) rebateu os argumentos de Rogério Marinho e citou a pressão de empresários contra a PEC por aumentar direitos dos trabalhadores.

“Toda vez que o Congresso Nacional busca assegurar direitos trabalhistas, o discurso é o mesmo, a economia vai quebrar, o desemprego vai imperar, a inflação vai ocorrer. Isso é um discurso simplesmente para atender os grandes empresários deste país”, afirmou.

A senadora defendeu que a PEC assegura mais dignidade à vida dos trabalhadores, “sobretudo às mulheres brasileiras, que têm dupla ou tripla jornada de trabalho, e hoje, com a aprovação do fim da escala 6×1, nós vamos dar dignidade, saúde mental e vamos melhorar a produtividade no Brasil”.

O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) reclamou da “falta de mão de obra” no Brasil e defendeu a jornada flexível por hora trabalhada.

“Está difícil a contratação de funcionário. Nós, patrões, queremos que os nossos funcionários estejam com a melhor qualidade de vida”, disse, acrescentando que não tinha como apoiar a PEC.

“Como é que nós vamos reduzir de 44 horas para 40 horas e essa empresa vai ter a mesma produção? Claro que não. Não adianta nós dizermos que não vai aumentar os custos”, completou o senador por Rondônia.

O relator da proposta, senador Omar Aziz, lembrou que mesmo o PL, partido da oposição, votou majoritariamente a favor da PEC na Câmara dos Deputados e rejeitou a tese de que a redução da jornada vai “quebrar” a economia.

“Quando se criou o 13º salário, diziam que o Brasil ia quebrar, ia ter problema. Depois que se reduziu de 48 horas para 44 horas, também [apontaram] os mesmos problemas. O Brasil é muito forte e tem uma massa trabalhadora que nos dá muito orgulho”, disse Aziz.

O relator da PEC do fim da 6×1 ainda criticou os acordos individuais entre patrão e trabalhador, argumentando que não há igualdade de condições nessa relação.

“O assédio ao trabalhador é quando você faz o contato individual. Ou é desse jeito ou ele tá fora. Aí uma pessoa que tá precisando desesperadamente daquele trabalho, vai aceitar. Acordo individual é assédio ao trabalhador, sim! Acordo coletivo, não!”, acrescentou.

O relator também rejeitou a emenda que aumentava a regra de transição da PEC de 14 meses para até quatro anos. Foram rejeitadas ainda as sugestões de parlamentares para adiar a implementação da regra para uma lei complementar posterior e para compensações fiscais às empresas.

Agência Brasil

Equatorial Maranhão informa sobre o funcionamento das agências de atendimento durante o feriado prolongado

A Equatorial Maranhão informa que, na segunda-feira (07), devido ao feriado nacional da Independência do Brasil, as agências de atendimento e os agentes credenciados não funcionarão em todo o Maranhão, com retorno na terça-feira (08). Já na capital, São Luís, o retorno das atividades será na quarta-feira (09), devido ao feriado de aniversário da cidade.

Caso necessitem de atendimento presencial, a Distribuidora orienta aos clientes que antecipem a ida às agências ou aguardem o retorno dos atendimentos na unidade de seu município. Para garantir maior comodidade e tranquilidade aos consumidores, a Equatorial Maranhão segue com os canais de atendimento disponíveis.

Em caso de falta de energia, os clientes poderão registrar a ocorrência pelo WhatsApp, por meio da Clara, Assistente Virtual da Equatorial Maranhão, no número (98) 2055-0116. Além de informar sobre falta de energia, pelo WhatsApp também podem ser realizados serviços como consulta de débitos, emissão de segunda via de contas, fornecimento de código para pagamento e muito mais.

A Distribuidora oferece ainda a Agência Virtual, por meio do site www.equatorialenergia.com.br, que permite realizar outros serviços, como solicitar religação, trocar a titularidade da conta, alterar a data de vencimento e diversas outras solicitações que podem ser feitas no conforto de casa. Além disso, a Central de Atendimento 116 está disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana, com ligação gratuita.

Funcionamento dos postos E+ Reciclagem

Em relação aos postos de coleta do projeto E+ Reciclagem, incluindo as unidades fixas e itinerantes, a Equatorial Maranhão informa que os atendimentos estarão temporariamente suspensos no período de 1º a 9 de setembro. O atendimento será retomado normalmente a partir de 10 de setembro.

A pausa será realizada para treinamento das equipes e execução de um planejamento estratégico, com o objetivo de fortalecer as operações, aprimorar os processos e oferecer uma experiência cada vez melhor aos participantes do projeto.

Durante o período de suspensão, os consumidores podem continuar separando e armazenando os materiais recicláveis para entrega após a retomada das atividades. Como alternativa, também podem utilizar as máquinas de autoatendimento Retorna Machine e os contêineres Deixaki, disponibilizados pelo E+ Reciclagem.

Assessoria de Imprensa da Equatorial Maranhão

 PF combate esquema de desvio de cartões bancários no Maranhão

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (2/9), a Operação Selo Corrompido, no âmbito de investigação que apura a atuação de grupo criminoso voltado ao desvio de cartões bancário com objetivo de obter vantagens indevidas mediante movimentação fraudulenta de contas bancárias de terceiros e benefícios previdenciários.

A ação cumpre cinco mandados de busca e apreensão no município de Bacabal/MA.

As investigações tiveram início a partir de comunicação formulada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT), que identificou indícios de desvios de correspondências contendo cartões bancários nas dependências da agência dos Correios, com possível participação de empregado da empresa pública.

Segundo os elementos reunidos até o momento, o esquema consistiria na interceptação de cartões bancários que possuíam saldo em conta.

A apuração identificou, ainda, indícios de atuação entre investigados, incluindo tentativas de retirada de correspondências contendo cartões bancários e utilização de documentos falsos.

A Marcha para Jesus Cristo em Caxias – MA: uma análise pela Geografia Cultural

*Eduardo Rego

A Marcha para Jesus Cristo, em Caxias–MA, pode ser compreendida pela Geografia Cultural como uma manifestação que produz significados, identidades e formas de apropriação do espaço urbano. A partir de Carl Sauer, podemos observar a transformação temporária da paisagem; com Denys Cosgrove, compreender sua dimensão simbólica e cultural; e, em Yi-Fu Tuan, analisar as relações de pertencimento e afetividade estabelecidas entre os participantes e o lugar.

Entretanto, a baixa adesão observada nas duas últimas edições merece uma reflexão mais aprofundada. Embora fatores sociais e culturais possam contribuir para esse cenário, é necessário considerar o papel dos organizadores na mobilização, divulgação, planejamento e articulação com as diferentes comunidades cristãs de Caxias. Aspectos como comunicação antecipada, escolha do percurso e horário, integração entre denominações e estratégias de participação podem influenciar significativamente a presença do público.


Nesse sentido, a baixa participação não deve ser interpretada simplesmente como desinteresse ou enfraquecimento da fé cristã. Ela pode revelar também uma possível fragilidade nas estratégias de mobilização e na articulação entre os organizadores e os diferentes segmentos religiosos da cidade. Uma manifestação cultural dessa dimensão necessita construir identificação coletiva e estabelecer diálogo efetivo com seu público.

Assim, a redução do número de participantes constitui um fenômeno geográfico e cultural que merece investigação, pois permite compreender as relações entre religião, identidade, participação social e espaço urbano. Mais do que questionar a importância da Marcha, essa análise aponta para a necessidade de refletir sobre suas formas de organização e sua capacidade de dialogar com a sociedade caxiense.

*Eduardo Rego é Diácono da Igreja Assembleia de Deus e estudante do 8° período do curso de Geografia UEMA/UEMA/Net 

 Pesquisa mostra liderança de Roseana e empate entre quatro para o Senado

Pesquisa do Instituto IP Sensus, que cravou liderança do candidato Orleans Brandão (MDB) para o Palácio dos Leões, atestou liderança da deputada federal Roseana Sarney (MDB) para o Senado e empate técnico entre quatro postulantes no segundo pelotão.

A ex-governadora marcou 20,5% da preferência do eleitorado, na soma dos dois votos.

Lahesio Bonfim (Novo), Hilton Gonçalo (Mobiliza), André Fufuca (PP) e Weverton Rocha (PDT) aparecem tecnicamente empatados com 14,4%, 13,8%, 13,6% e 13,2%, respectivamente.

A senadora Eliziane Gama (PT) marcou 8,9%.

Simplício Araújo (DC) 1,4% e Cidônio Gonçalves (PL) 1,1%.

Os demais candidatos não chegaram a 1%.

A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-05404/2026 e ouviu 1.000 eleitores entre os dias 24 e 29 de agosto de 2026, em 50 municípios maranhenses.

O levantamento tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

 Prefeitura de Caxias realiza Operação Tapa-Buracos e leva calçamento para o bairro José Castro

As melhorias na camada asfáltica chegaram ao bairro José Castro, na Rua São Jorge. As equipes da Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo realizaram a Operação Tapa-Buracos com o objetivo de garantir mais segurança para os moradores e condutores que utilizam a via diariamente.

Cleiton Lima, presidente da Associação dos Moradores do bairro, elogiou o trabalho. “Chegou a iluminação de LED, depois a limpeza pública s agora a operação do Tapa Buracos. A população do bairro só agradece o poder público, na pessoa do prefeito Gentil Neto. O nosso bairro está sendo muito assistido pelo poder público, a gente só tem que agradecer”, disse.

A ação faz parte do cronograma de manutenção e recuperação continua das ruas da cidade, que vem sendo executado em diferentes bairros. Além de facilitar o deslocamento de veículos e pedestres, os serviços contribuem para a valorização das comunidades beneficiadas.

A Prefeitura de Caxias segue com compromisso com a melhoria da malha viária e o desenvolvimento dos bairros. Ainda na comunidade, a gestão municipal realizou o calçamento da Rua 13 de Maio, que agora está toda em piso sextavado.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

 Justiça Eleitoral nega pedido de Paulo Marinho Jr para retirar placas de Daniella e Amanda Gentil 

A Justiça Eleitoral negou o pedido apresentado por Paulo Marinho Júnior, candidato a deputado federal, para a retirada de duas placas de campanha instaladas na fachada de um imóvel na Avenida Senador Alexandre Costa, em Caxias.

Paulo Marinho entrou com uma representação por propaganda eleitoral irregular contra Amanda Gentil, candidata a deputada federal, e Daniella Jadão, candidata a deputada estadual. Segundo ele, as duas placas possuem 4 m² cada e, por estarem instaladas na mesma estrutura, formariam um único conjunto publicitário de 8 m².

Na representação, Paulo Marinho sustenta que os dois espaços funcionariam, na prática, como uma única estrutura física e operacional de campanha.

Apesar dos questionamentos levantados por Paulo Marinho, a juíza auxiliar da Comissão de Propaganda, Manuella Viana dos Santos Faria Ribeiro, entendeu que não havia elementos suficientes para determinar a retirada imediata das placas.

A magistrada considerou que, individualmente, cada peça possui os 4 m² permitidos para a identificação de comitê central e afirmou que a legislação não impede, por si só, que candidaturas distintas compartilhem um mesmo imóvel.

Com isso, o pedido de urgência feito por Paulo Marinho foi negado. Amanda Gentil e Daniella Jadão foram citadas e terão dois dias para apresentar defesa. Na sequência, o Ministério Público Eleitoral deverá emitir parecer.

Processo nº 0601049-34.2026.6.10.0000