sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

 Perfuração de poços artesianos exige atenção redobrada para evitar acidentes com a rede elétrica

Equatorial Maranhão alerta que o manuseio de hastes longas próximas a fios energizados pode causar choques elétricos

A Distribuidora alerta a população sobre os riscos envolvidos na perfuração de poços artesianos, atividade que pode resultar em acidentes com a rede elétrica quando não são adotadas as medidas de segurança adequadas. O principal perigo está no manuseio da haste metálica utilizada na perfuração que, por ser longa, pode acabar sendo projetada em direção aos cabos de energia elétrica, causando o risco de choques e acidentes fatais.

Segundo a Equatorial Maranhão, esse contato acidental com a rede elétrica pode causar ferimentos graves, queimaduras, levar a morte, além de causar interrupções no fornecimento de energia, por isso, a importância da prevenção. Antes de iniciar qualquer perfuração, é fundamental observar atentamente o local e identificar a presença de cabos de energia aéreos.

De acordo com Gabriel Vieira, Executivo de Segurança da Equatorial Maranhão, a informação é essencial para evitar acidentes. “A haste utilizada na perfuração de poços é metálica, por isso, é condutora de eletricidade e, ao se aproximar ou tocar a rede elétrica, pode provocar acidentes graves e até fatais. É indispensável manter uma distância segura dos cabos e sempre contar com profissionais capacitados e habilitados para a execução desse tipo de serviço”, alertou Gabriel.

Orientações de segurança ao perfurar poços artesianos:

Não realize perfuração próxima à rede elétrica; observe sempre a presença de fios e postes no local;

Mantenha uma distância segura entre a haste de perfuração e os cabos de energia;

Evite improvisos e só realize o serviço com profissionais capacitados e habilitados;

Utilize equipamentos adequados e em boas condições, com atenção especial ao comprimento da haste;

Ao identificar qualquer risco, suspenda imediatamente a atividade.

Em situações envolvendo a rede elétrica, a recomendação é não se aproximar nem tocar em fios energizados. Em caso de acidente com vítima, a orientação é manter uma distância segura, alertar quem estiver por perto para se afastar e acionar imediatamente os serviços de emergência: SAMU (192), Corpo de Bombeiros (193) e a Equatorial Maranhão, por meio da Central de Atendimento 116, para que todas as medidas de segurança sejam adotadas.

A Equatorial Maranhão reforça que essas orientações integram o Movimento “Vc + Seguro”, iniciativa que atua de forma preventiva, orientando seus clientes e reforçando a importância da segurança com energia elétrica para evitar acidentes. A campanha tem como objetivo ampliar o acesso à informação e conscientizar a população sobre os riscos e perigos relacionados ao uso da energia elétrica, reafirmando o compromisso da Distribuidora com a segurança, a prevenção de acidentes e o bem-estar da comunidade.

Assessoria de Imprensa da Equatorial Maranhão

 Governo entrega novas ambulâncias; novos equipamentos para o Ninar; e inaugura CAPS-A

Esta quinta-feira (19) foi dedicada a melhorias na rede estadual de saúde.

O Governo do Maranhão promoveu um café da manhã para mães de crianças com microcefalia, em São Luís, durante o qual entregou dispositivos de mobilidade para crianças com síndrome congênita do Zika Vírus.

Também foram entregues um novo Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD III) e 11 novas ambulâncias para reforçar o atendimento nas unidades da rede estadual de saúde.

A entrega do pacote de ações para reforço do sistema de saúde estadual começou durante um café da manhã institucional em alusão aos 10 anos da epidemia da Síndrome Congênita do Zika Vírus no estado, marcando uma década de cuidado, acompanhamento e políticas públicas voltadas às crianças e famílias impactadas pela síndrome.

O evento aconteceu no Imperial Eventos, no bairro Quintas do Calhau, em São Luís.

Durante o evento, que reuniu autoridades, profissionais de saúde, familiares e representantes da rede de atenção especializada, o Governo do Maranhão fez a entrega de dispositivos de mobilidade para crianças com Síndrome Congênita do Zika Vírus que são atendidas pelo Centro de Especialidades Ninar, referência no cuidado integral a esse público no Maranhão.

Nesta etapa, foram entregues 16 carrinhos de posicionamento, 24 cadeiras de rodas modelo Relax e três cadeiras de rodas modelo Jumper. A entrega é inédita no país e os equipamentos são fundamentais para a promoção da autonomia, do conforto e da segurança das crianças, contribuindo para o melhor alinhamento postural, suporte adequado de tronco e cabeça, além da prevenção de deformidades.

O governador Carlos Brandão anunciou a entrega de um cartão de complemento ao Serviço Travessia para que as famílias tenham ainda mais mobilidade para atender as necessidades dos seus filhos. O cartão tem o valor de R$ 500,00 para ser utilizado em serviço de transporte por aplicativo.

O governador também destacou a importância do reforço no cuidado com crianças com Síndrome Congênita do Zika Vírus no estado. “É importante dizer que fizemos isso tudo dialogando com as mães, com os pais, porque são equipamentos adaptados. Então, nada melhor do que fazer isso em uma escuta com todas essas pessoas que precisam desses equipamentos. Isso vai trazer mais conforto, mais segurança e, acima de tudo, dignidade. Esse é um trabalho que tem que ter um acompanhamento contínuo, é uma garantia de que o governo está presente dando todas as condições para que possam ter uma vida mais digna”, observou Brandão.

O secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, informou que as entregas feitas hoje ampliam os investimentos feitos para melhorar o atendimento na rede de saúde estadual.

“É mais um ato do Governo do Maranhão de diálogo com essas famílias, com parceria também da Assembleia Legislativa, com a entrega desses primeiros 43 carrinhos de reposicionamento, são 151 famílias que vão receber esses equipamentos. É um investimento de mais de R$ 1,5 milhão, que visa, além da autonomia, o conforto, mas sobretudo a dignidade e a presença do Estado no acolhimento para essas crianças”, frisou.

Para as mães das crianças atendidas no Centro de Especialidades Ninar os equipamentos representam mais qualidade de vida para os filhos e as famílias. Elas lembraram que o suporte do poder público tem sido fundamental para o desenvolvimento dos filhos.

“O governo está abraçando a nossa causa, não só com as emendas parlamentares que conseguimos, mas pelo cuidado, o ouvir, a atenção. Não é uma simples entrega, tem muito amor envolvido, muita dedicação. Temos a porta aberta com a Secretaria de Saúde do Estado e isso facilita todos os trâmites que foram necessários para chegarmos onde estamos, eu quero agradecer por tudo isso”, afirmou Giuliana Dominices, mãe da Jade Helena.

Após a entrega dos equipamentos para o Centro de Especialidades Ninar, o governador Carlos Brandão esteve no bairro João Paulo para a inauguração do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS-AD III).

A unidade funcionará em regime de 24 horas, inclusive no período noturno, finais de semana e feriados, conforme a modalidade III prevista nas normativas federais. O serviço atuará no manejo de crises, no acolhimento noturno e no acompanhamento longitudinal dos usuários, com fundamento no cuidado em liberdade, na atenção psicossocial territorial e na estratégia de redução de danos.

A capacidade assistencial está dimensionada conforme o porte da modalidade CAPS-AD III, considerando acompanhamento nos regimes intensivo, semi-intensivo e não intensivo, definidos a partir de Projeto Terapêutico Singular (PTS) elaborado pela equipe multiprofissional.

A unidade dispõe de até oito leitos de acolhimento noturno, destinados exclusivamente a usuários em acompanhamento pelo serviço, com permanência de curta duração e mediante indicação clínica da equipe, não se caracterizando como internação hospitalar, mas como recurso terapêutico transitório no âmbito da atenção psicossocial.

A unidade atuará de forma articulada e intersetorial com a Atenção Primária à Saúde, serviços de urgência e emergência, assistência social, sistema de justiça e demais pontos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), observadas as competências de cada ente federativo.

A estrutura física é formada por 8 leitos de acolhimento noturno, posto de enfermagem, farmácia, salas de atendimento individual e multiprofissional, sala de acolhimento inicial, sala para atendimento familiar e em grupo, sala para oficinas terapêuticas, sala multimídia para recursos terapêuticos, refeitório, área de convivência, banheiros adaptados e espaços administrativos.

A equipe é multiprofissional, composta por médicos (clínico e psiquiatra), psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, técnicos e auxiliares de enfermagem, além de profissionais administrativos e de apoio, em conformidade com os parâmetros da modalidade.

Finalizando o dia de entregas para o sistema estadual de saúde, também foram entregues 11 novas ambulâncias para unidades de saúde estaduais. Foram contempladas unidades estratégicas da Grande Ilha e do interior, fortalecendo o transporte sanitário e garantindo mais agilidade, segurança e resolutividade no atendimento à população.

Receberão os novos veículos as UPAs Araçagy, Parque Vitória e Cidade Operária e o Hospital Presidente Vargas, na Grande Ilha. Também foram contemplados o Hospital de Grajaú, Hospital de Balsas, Hospital de Santa Inês, Hospital de Pinheiro, Hospital de Peritoró, Hospital de Timbiras e a UPA de Coroatá.

As ambulâncias são do tipo Suporte Básico Tipo B, equipadas com ar-condicionado, direção hidráulica ou elétrica, cilindros de oxigênio, maca retrátil, prancha rígida, cadeira de rodas e kit de primeiros socorros. Os veículos também podem ser adaptados para Suporte Avançado (USA), ampliando a capacidade de atendimento conforme a necessidade do serviço.

Com esta entrega, a gestão do governador Carlos Brandão alcança a marca de 300 ambulâncias entregues entre 2022 e 2026, consolidando um dos maiores investimentos na renovação e ampliação da frota da saúde no Maranhão.

 Justiça Federal promove em Caxias mutirão inédito de serviços e cidadania

Evento reúne Judiciário, Prefeitura e parceiros para oferecer atendimentos gratuitos em áreas como Previdência, regularização fundiária, casamento comunitário e emissão de documentos

Caxias receberá a Praça de Justiça e Cidadania – Caxias/MA, iniciativa coordenada pela Justiça Federal, por meio da Subseção Judiciária de Caxias, em parceria com o Tribunal de Justiça do Maranhão e o Município de Caxias. O evento será realizado no Shopping Center, que será transformado em um grande balcão de direitos.

A proposta é simples e ambiciosa: reunir, em um único espaço, diversos órgãos do sistema de Justiça e instituições públicas para oferecer atendimento direto, gratuito e resolutivo à população, especialmente àquela que enfrenta barreiras econômicas, burocráticas e geográficas para acessar seus direitos.

Que serviços serão oferecidos?

O evento está organizado em cinco grandes eixos:

1. Justiça Federal
– Ações previdenciárias e assistenciais (como benefícios do INSS);
– Demandas de desenvolvimento rural;
– Regularização fundiária;
– Direitos coletivos;
– Conflitos envolvendo a União e a Caixa Econômica Federal.

2. Justiça Estadual
– Casamento comunitário;
– Divórcios consensuais;
– Reconhecimento de união estável;
– Reconhecimento de paternidade;
– Coleta de DNA;
– Questões relacionadas à pensão alimentícia

3. Justiça Eleitoral

– Alistamento eleitoral;

– Cadastro biométrico;

– Regularização do título de eleitor.

4. Justiça do Trabalho
– Conciliação de conflitos trabalhistas;
– Orientações jurídicas sobre direitos do trabalhador.

5. Eixo Cidadania
– Atendimentos de saúde;
– Emissão de documentos;
– Criação de conta Gov.br;
– Elaboração de currículos;
– Serviços sociais e municipais.

Trata-se, na prática, de um “festival de serviços públicos”, concentrando demandas que normalmente exigiriam deslocamentos, filas e múltiplos agendamentos.

Que cidadania é essa?

A cidadania que o projeto busca promover é concreta e operacional. Não é discurso abstrato, mas acesso efetivo a direitos básicos: aposentadoria, documentação, registro civil, solução de conflitos familiares, regularização eleitoral, orientação trabalhista.

Para o juiz federal Luiz Régis Bomfim Filho, diretor da Subseção Judiciária de Caxias, o foco está na solução consensual de conflitos e na prevenção de novas ações judiciais. A região, que abrange 20 municípios do leste maranhense, apresenta crescimento contínuo da demanda judicial, especialmente nos Juizados Especiais Federais.

A estratégia dialoga com diretrizes do Conselho Nacional de Justiça, que defendem aproximação do Judiciário com a sociedade e uso de métodos alternativos de resolução de conflitos.

Qual o público-alvo?

O evento é aberto a toda a população, mas tem foco especial em pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, moradores que enfrentam dificuldade de acesso a serviços públicos, trabalhadores informais, pequenos produtores rurais, famílias que precisam regularizar documentos ou resolver pendências judiciais simples.

Em regiões onde a desigualdade social é estrutural, a distância entre o cidadão e o sistema de Justiça não é apenas geográfica — é cultural, econômica e burocrática. A Praça de Justiça busca encurtar essa distância.

Quem promove e qual o alcance regional?

A iniciativa é liderada pela Justiça Federal (Subseção Judiciária de Caxias), em parceria com o Tribunal de Justiça do Maranhão e a Prefeitura de Caxias. O impacto, porém, vai além do município: a Subseção tem jurisdição sobre 20 cidades do leste maranhense, o que confere ao evento caráter regional.

Quais os impactos esperados?

Os organizadores projetam três efeitos principais:

1. Redução da judicialização excessiva – Ao incentivar conciliações e resolver demandas no local, evita-se o ingresso de novas ações.

2. Agilidade na solução de conflitos – Casos simples podem ser resolvidos em poucos dias, sem tramitação prolongada.

3. Ampliação do acesso a direitos – Documentação regularizada, benefícios solicitados, vínculos familiares formalizados.

Em termos sociais, o impacto pode ser significativo: regularizar um benefício previdenciário significa renda garantida; resolver um conflito trabalhista significa segurança financeira; obter documentos significa inclusão.

Mais que mutirão, uma mudança de lógica

A Praça de Justiça e Cidadania não é apenas um mutirão eventual. É também um teste de modelo: levar o Judiciário até onde o cidadão está, e não o contrário.

Em uma região marcada por vulnerabilidade socioeconômica, iniciativas como essa têm potencial de gerar efeitos concretos e imediatos na vida das pessoas. Se bem executada, pode se tornar referência para outras subseções do país.

Ao ocupar um shopping center com serviços públicos, o Judiciário envia uma mensagem simbólica: Justiça não é prédio distante, é serviço essencial.

E quando o direito deixa de ser teoria e vira atendimento prático, a cidadania deixa de ser promessa, e passa a ser exercício real.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

 Guarda Municipal prende acusado de furtar mercadorias e agredir funcionários de Supermercado

Nesta quinta-feira (19), a Guarda Municipal de Caxias atendeu uma ocorrência após ser acionada por populares que relataram uma ocorrência de furto em uma rede de supermercados no bairro Centro. Ao chegar ao local, a equipe da guarda se deparou com funcionários do estabelecimento tentando conter o suspeito.

Os funcionários do estabelecimento relataram que o homem teria levado produtos sem efetuar o pagamento. Toda a situação foi registrada por meio do sistema de videomonitoramento do supermercado. Enquanto tentavam conter o suspeito, o indivíduo reagiu de forma agressiva, entrando em luta corporal com os funcionários e utilizando uma barra de ferro para agredi-los, causando lesões aparentes, além de proferir ameaças de morte.

A equipe da Guarda Municipal deu voz de prisão, e logo em seguida, conduziu o indivíduo ao plantão central da Delegacia de Polícia Civil de Caxias, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis.

Nós vimos as imagens do videomonitoramento. O funcionário foi agredido por uma barra de ferro, recebeu ameaça de morte. Em seguida demos voz de prisão, conduzimos a delegacia, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante, e o delegado fez os procedimentos cabíveis. A Guarda Municipal hoje está fazendo também este trabalho ostensivo em parceria com a Polícia Militar e Polícia Civil. A Guarda Municipal está a disposição 24h da população, e qualquer problema de perturbação, furto e roubo, podem acionar a Guarda Municipal, que as nossas viaturas estão na rua 24h”, frisa Castelo, guarda municipal. (ASCOM/PMC)

 Deputado diz que MDB quer Roseana candidata ao Senado

Ainda que não tenha mais se manifestado sobre essa possibilidade, a deputada federal Roseana Sarney poderá ser candidata ao Senado, e para isso tem o apoio frechado do seu partido, o MDB. Foi essa a equação mostrada ontem pelo deputado federal Ildo Rocha, que além de suplente, é um dos políticos mais próximos da ex-governadora e, de longe, o nome em atividade mais importante do MDB maranhense.

Ao ser indagado sobre essa possibilidade, Ildo Rocha não pensou duas vezes: “Claro. No MDB nacional – e me refiro aqui como dirigente do MDB nacional – nós estamos querendo eleger um senador do MDB também aqui. O governador, que é o Orleans Brandão, e a senadora. Ela passou por essa doença agora -, e todas as pesquisas que nós fazemos, na espontânea, Roseana pontua sempre em primeiro ou segundo lugar. Quando se coloca o governador Carlos Brandão, ele vai para o primeiro lugar, e em segundo, a Roseana. Mas na espontânea, em muitos municípios, a Roseana aponta em primeiro lugar”.

Na sua fala, o deputado Ildo Rocha revelou que o projeto eleitoral do MDB no Maranhão é muito ambicioso: eleger Orleans Brandão governador, Roseana Sarney senadora, cinco deputados federais – incluindo ele próprio, claro – e 20 deputados estaduais.

Mesmo com o indiscutível poder de fogo que vem concentrando, é um projeto que vai além do realismo político.

Repórter Tempo

 STF determina execução da pena de manicure maranhense

 Eliene Amorim de Jesus foi condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos do 8/1


O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou no dia 10 de dezembro do ano passado o fim do processo da missionária e manicure maranhense Eliene Amorim de Jesus (foto acima), de 30 anos, condenada a 14 anos de prisão – sendo 12 anos e seis meses de reclusão e um ano e seis meses de detenção, além de cem dias-multa – por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023.

O trânsito em julgado do processo foi reconhecido pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, em decisão publicada na última quinta-feira, 12. Por conta disso, ele determinou o início do cumprimento da pena de reclusão, em regime fechado. Contudo, manteve a manutenção da prisão domiciliar acrescida das medidas cautelares, conforme medida proferida em abril de 2025.

Clique aqui para ler a decisão

AP 2630

 CGU vê sobrepreço em contrato de reconstrução de ponte que interliga MA e TO

Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) identificou indícios de sobrepreço no contrato de R$ 171,9 milhões firmado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para a reconstrução da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que desabou em dezembro de 2024, provocando a morte de 14 pessoas.

A informação é do site Metrópoles 

A nova estrutura, que liga os estados do Tocantins e do Maranhão, foi entregue no dia 22 de dezembro do ano passado, exatamente um ano após a tragédia. A obra, executada pelo Dnit com recursos do Novo PAC, integra a BR-226.

De acordo com o relatório da CGU, concluído em novembro — um mês antes da entrega da ponte — há fragilidades na metodologia utilizada para definição do orçamento, além de inconsistências na estimativa de custos e falhas na pesquisa de mercado, especialmente no que diz respeito à demolição da antiga estrutura.

O órgão de controle aponta que o valor contratado pode ter sido superestimado.

Os auditores estimam que, considerando parâmetros ajustados de mercado, todas as etapas da obra (demolição, elaboração de projetos e reconstrução) poderiam ter custado aproximadamente R$ 154,1 milhões — cerca de R$ 17,8 milhões a menos que o valor inicialmente contratado. Com a inclusão de um aditivo publicado dois dias após a entrega, elevando o contrato para R$ 174,6 milhões, a diferença pode chegar a R$ 20,4 milhões.

Para a CGU, esse descompasso indica risco de sobrepreço decorrente de inconsistências na estimativa paramétrica adotada pelo Dnit. O relatório ressalta a importância de que esse tipo de estimativa seja construído com base em amostra criteriosamente selecionada, a fim de refletir com maior precisão os preços praticados no mercado.

O documento também alerta para o risco de aumento do valor final do contrato em razão de cláusulas que permitem pagamento conforme os quantitativos efetivamente executados, o que pode conflitar com o regime de empreitada por preço global previsto na legislação.

Outro ponto destacado pela auditoria é o fato de a reconstrução ter sido realizada por dispensa de licitação. Segundo os auditores, a ausência de processo competitivo elimina a possibilidade de descontos decorrentes da disputa entre empresas. Como parâmetro, foi citado o caso da licitação para construção da ponte da BR-349, entre Alagoas e Sergipe, sobre o Rio São Francisco, que registrou desconto aproximado de 24% em relação ao orçamento estimado pelo próprio Dnit.

Para a CGU, o exemplo reforça que a competitividade tende a aproximar os valores contratados dos preços de mercado, reduzindo o risco de superestimativas. A equipe técnica recomendou mudanças nos critérios de formação de preços e revisão dos procedimentos internos do departamento.

Apesar de o governo federal ter anunciado a conclusão da obra pelo valor de R$ 171,9 milhões, o custo atualizado — já com aditivo — não foi divulgado de forma adequada no momento da entrega, segundo apuração.

O relatório conclui que maior precisão na elaboração de orçamentos públicos é fundamental para garantir economicidade, prevenir distorções e assegurar a correta aplicação dos recursos, especialmente em contratações diretas, nas quais não há o mecanismo de concorrência para corrigir eventuais sobrepreços.