domingo, 5 de abril de 2026

 Fábio Gentil se filia ao União Brasil e disputará as eleições de 2026

As eleições de 2026 no Maranhão ganhou um nome de peso. O ex-prefeito de Caxias e o ex-secretário de Agricultura e Pecuária do Estado do Maranhão, Fábio Gentil, se filiou ao União Brasil disposto a disputar as eleições de 2026.

Como um dos grandes líderes político do Estado, Fábio Gentil deixou bem claro que não tomará o espaço da deputada federal Amanda Gentil e muito menos da deputada estadual Daniella, mostrando, com isso, suas capacidade de unir seu grupo político, cujo respeito aos que já estão exercendo seus mandatos é uma das característica de Fábio Gentil.

Fábio Gentil desponta como um dos nomes mais forte do grupo de a apoio ao pré-candidato Orleans Brandão, haja vista que se tornou um líder da Região Leste do Maranhão, onde estão importantes municípios, tais como: Caxias e Timon.

O líder Fábio Gentil tem um excelente históricos em eleições, pois em todas que entrou conseguiu vencer. Se elegeu vereador por diversas vezes em Caxias; Se elegeu prefeito por duas vezes em sua terra; elegeu o seu pai deputado estadual; elegeu sua filha Amanda Gentil a deputada federal; elegeu sua esposa Daniella a deputada estadual, além de eleger seu sucessor em Caxias, Gentil Neto. Esses resultados apontam sua disposição para eleger àqueles que tem o seu apoio.

A capacidade em gerir a coisa publica desponta como uma das determinações de Fábio Gentil, pois transformou Caxias num polo desenvolvimento social e econômico, principalmente no fomento ao turismo, à Cultura, ao empreendedorismo, na geração de emprego e renda, na infraestrutura, na educação, na saúde, além transformar a administração pública de Caxias modelar.

Na Sagrima sua passagem deu uma outra visibilidade na condução da pasta, pois proporcionou uma gestão voltada para o engrandecimento do Agronegócio, da Agricultura Familiar e da Pecuária. As condições, com o apoio do governador Carlos Brandão, trouxeram lucratividade ao agronegócio do Maranhão.

Na política, Fábio Gentil mostra uma postura de ser um homem de grupo, de respeito a seus companheiros e, principalmente de saber esperar o momento certo para dizer a que cargo concorrerá, pois aguarda que o seu grupo dê essa definição e, assim, possa dar início à sua pré-candidatura.

Agora, é aguardar com expectativa sua entrada na disputa nas eleições de 2026.

 Tentativa de Braide de prejudicar Lula com pesquisa fake revolta petistas 

Blog do Glaucio Ericeira

A divulgação da pesquisa do instituto Veritá provocou forte reação entre lideranças petistas no Maranhão.

Militantes e figuras públicas do partido foram às redes sociais para repudiar os números apresentados, que indicam um cenário apertado entre Luiz Inácio Lula da Silva (46,7%) e Jair Bolsonaro (45,3%).

Para os críticos, o levantamento não reflete a realidade do estado e levanta suspeitas sobre sua credibilidade.

Entre os que se manifestaram estão Eri Castro, Criciele Muniz e o ex-deputado Zé Inácio, que classificaram o resultado como uma tentativa de manipulação da opinião pública. Segundo eles, o Maranhão possui histórico consolidado de apoio a Lula, o que torna os números apresentados, no mínimo, questionáveis.

Nos bastidores políticos, a leitura é de que a pesquisa vem sendo utilizada pelo pré-candidato Eduardo Braide como instrumento para influenciar o eleitorado e criar uma narrativa artificial de equilíbrio eleitoral no estado.

A estratégia, segundo os petistas, teria como objetivo não apenas desgastar Lula, mas também atingir Orleans Brandão, associando ambos a uma suposta perda de força política.

Outro ponto levantado nas críticas é a contradição no posicionamento político de Braide. Apesar da tentativa de impactar a imagem de Lula, seu alinhamento nacional é com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, nome colocado como presidenciável e conhecido opositor do atual presidente.

Para os petistas, mais do que um simples levantamento, a divulgação da pesquisa faz parte de uma estratégia de pré-campanha baseada em marketing político e construção de narrativas. Eles defendem maior transparência metodológica e alertam para o risco de indução do eleitor por meio de dados que consideram distorcidos.

sábado, 4 de abril de 2026

 “Vou apoiar Lula independentemente das decisões do meu partido”, diz André Fufuca

Depois de quase três anos compartilhando algumas das benesses que a Esplanada dos Ministérios oferece, o PP determinou no ano passado que seus filiados deixassem os cargos que ocupavam no governo Lula. Na época, André Fufuca, que chefiava o mais visível deles, a pasta do Esporte, se recusou a cumprir a ordem, foi afastado da direção nacional do partido e perdeu o comando da legenda no Maranhão — mas não se arrepende. Afinal, o apoio de Lula será fundamental para o seu projeto político — o petista teve nada menos que 71% dos votos válidos no estado em 2022. Assim, mais uma vez na contramão do partido, que articula uma aliança nacional com a oposição, Fufuca afirma, sem hesitar, que estará no palanque do PT. A VEJA ele fala desse aparente conflito, ressalta que Lula é o melhor presidente que o Brasil já teve, avalia que não há como escapar da polarização e que, como parlamentar, assinaria o requerimento de criação de uma CPI para investigar o caso Master, escândalo que acabou tragando dirigentes do PP. A seguir, os principais trechos da entrevista, concedida pouco antes de o ministro se desincompatibilizar do cargo para disputar as próximas eleições, o que ocorreu na terça-feira 31.

Desobedecer à orientação de seu partido e permanecer no governo foi uma boa decisão? Perdi a vice-presidência nacional, cargo que eu ocupava havia oito anos. Perdi a presidência estadual, em que eu também estava desde 2016, mas não me arrependo, porque gratidão se paga com gratidão. O presidente Lula confiou em mim quando me colocou no ministério e me ajudou a fazer um bom trabalho. Eu não poderia abandoná-lo na hora que ele vai precisar de mim.

O PP ficará ao lado do governo ou da oposição na próxima eleição presidencial? Defendo que a gente apoie Lula formalmente, mas isso não é uma decisão minha. Estou falando como deputado federal. Caberá à cúpula do partido, junto aos diretórios, definir. Mas preciso ressaltar que o melhor caminho para o Brasil hoje é a reeleição de Lula. É o presidente da República que recuperou os programas sociais, que criou novos programas. É o presidente que entregou a menor taxa inflacionária da história, a menor taxa de desemprego. É o presidente que criou a CNH social, que isentou do imposto de renda quem ganha até 5 000 reais. É o presidente que tem programas consolidados que beneficiaram a população.

Veja

sexta-feira, 3 de abril de 2026

 Fiéis acompanham Procissão do Senhor Morto pelas ruas de Caxias nesta Sexta-feira Santa

A procissão é uma tradição antiga da Igreja Católica, realizada em diversas cidades do Brasil na Sexta-feira Santa, data que recorda a crucificação e morte de Jesus Cristo

Centenas de fiéis participaram, na tarde desta Sexta-feira Santa (3), da tradicional Procissão do Senhor Morto, que saiu da Igreja de São Benedito e percorreu ruas do Centro.

A caminhada, marcada pelo silêncio e pela contemplação, relembra a morte de Jesus Cristo e integra um dos momentos mais simbólicos da Semana Santa para os católicos.

Durante o cortejo, a imagem de Jesus Cristo foi conduzida deitada em um compartimento semelhante a um esquife, coberta por um véu branco, simbolizando o corpo após a crucificação. 

Logo atrás, a imagem de Nossa Senhora, representando a dor e o luto da mãe diante da morte do filho, reforçando o caráter de dor e devoção que marca a celebração.

A Procissão do Senhor Morto é uma tradição antiga da Igreja Católica, realizada em diversas cidades do Brasil na Sexta-feira Santa, data que recorda a crucificação e morte de Jesus. O rito convida os fiéis à reflexão sobre o sacrifício de Cristo e o significado da fé cristã.

 A Justiça na praça: quando o sistema de justiça encontra o povo

Em um tempo em que se cobra do Poder Judiciário não apenas produtividade, mas capacidade real de transformação social, duas experiências recentes no Maranhão demonstram que há caminhos institucionais capazes de aproximar a Justiça da vida concreta das pessoas. A Praça de Justiça e Cidadania, realizada em Caxias/MA, e a Semana da Paixão, promovida em Alcântara/MA, não foram apenas eventos de prestação de serviços. Foram manifestações de um modelo de Justiça que deixa os gabinetes, ocupa o território, reconstrói vínculos sociais e enfrenta conflitos que o processo convencional, sozinho, não consegue resolver.

Sob a liderança do ministro Carlos Augusto Pires Brandão e do Desembargador Federal Roberto de Carvalho Veloso, essas iniciativas revelam uma visão contemporânea do sistema de justiça: menos centrada na lógica isolada da petição, contestação e sentença, e mais comprometida com redes colaborativas, soluções estruturais e presença institucional qualificada. Trata-se de compreender que há conflitos que não cabem em planilhas nem se resolvem apenas com decisões formais, porque atingem comunidades inteiras, tradições, territórios e modos de vida.

Foi isso que se viu em Caxias, entre os dias 9 e 13 de março, quando a Praça de Justiça e Cidadania mobilizou Justiça Federal, Justiça Estadual, Ministério Público, Defensorias, Prefeitura e diversos órgãos estaduais e federais em torno de um objetivo comum: aproximar a população dos serviços da Justiça e de outros órgãos públicos. O resultado foi expressivo. Mais de 10 mil atendimentos foram realizados em áreas como saúde, documentação, orientação jurídica, assistência social, regularização fundiária e conciliação. Houve 300 audiências promovidas pela Justiça Federal, 400 atendimentos da Justiça Eleitoral, 150 pela Justiça do Trabalho, 1.800 pela Defensoria Pública, além de milhares de atendimentos prestados por secretarias municipais e instituições parceiras. Esses dados constam do material encaminhado pelo usuário e também dialogam com a perspectiva exposta no texto anexo.

Mas o que dá densidade institucional à experiência de Caxias não é apenas a dimensão numérica. O que distingue a Praça de Justiça e Cidadania de um simples mutirão é justamente sua capacidade de articular, ao lado dos atendimentos individuais, respostas a questões coletivas e estruturais. O texto anexo destaca, com precisão, a realização de audiência pública sobre a duplicação da BR-316 no trecho Caxias-Timon, com participação do DNIT e impactos sobre vinte municípios do leste maranhense, revelando que a Praça não se limitou ao balcão de serviços, mas se abriu também ao debate público de temas sensíveis para toda a região.

Nesse contexto, merece especial relevo a atuação do Juiz Federal Luiz Régis Bomfim Filho, cuja organização foi decisiva para o êxito da iniciativa em Caxias. Coube-lhe articular atendimentos, alinhar instituições, coordenar a logística e assegurar o funcionamento integrado dos diversos eixos do evento. O êxito da Praça também contou com a colaboração do advogado Washington Leite Torres, que auxiliou na coordenação dos trabalhos e contribuiu para a formação dessa ampla rede institucional. Em experiências dessa natureza, o resultado não decorre do acaso, mas de liderança concreta, planejamento rigoroso e capacidade de diálogo.

Se Caxias mostrou a força da Justiça como presença pública e solução concreta de demandas sociais, Alcântara projetou esse modelo para uma dimensão ainda mais profunda. A Semana da Paixão, realizada entre 23 e 27 de março, no âmbito do Projeto Viva Alcântara – Desenvolvimento Sustentável, reuniu cidadania, fé, cultura, escuta comunitária e desenvolvimento social em um território historicamente marcado por disputas fundiárias, memória coletiva e resistência quilombola. Mais do que uma programação religiosa e cultural, o evento assumiu o significado de uma ação institucional de reparação, pacificação e reconstrução de vínculos.

O texto anexo acrescenta um dado central para a compreensão dessa experiência: em novembro de 2024, a Corte Interamericana de Direitos Humanos proferiu sentença no caso das Comunidades Quilombolas de Alcântara vs. Brasil, responsabilizando o Estado brasileiro por violações que comprometeram o projeto de vida coletivo de numerosas comunidades quilombolas. Nesse cenário, a Semana da Paixão não foi apenas simbólica. Ela se inseriu como parte de um esforço concreto de cumprimento da sentença internacional, por meio de escutas, articulação institucional, regularização documental, promoção de direitos e fortalecimento da legitimidade das instituições junto às comunidades afetadas.

Em Alcântara, portanto, a Justiça foi além da conciliação tradicional. Tornou-se mediadora social de um conflito estrutural, ligando o universo jurídico ao território, à cultura e à dignidade coletiva. A procissão pelas ruas históricas, a missa na Igreja do Carmo, a participação das caixeiras do divino e as referências à Festa do Divino Espírito Santo não foram elementos periféricos. Foram expressões vivas da identidade cultural de um povo, demonstrando que, naquela realidade, direito territorial, memória, religiosidade e pertencimento não podem ser separados.

Nesse quadro, sobressai a atuação do Juiz Federal Hugo Abas Frazão, cuja organização da Semana da Paixão em Alcântara evidenciou que projetos dessa magnitude exigem não só domínio jurídico, mas sensibilidade territorial, capacidade de articulação e leitura humana dos conflitos. Também nessa iniciativa houve a colaboração do advogado Washington Leite Torres, que ajudou a coordenar os trabalhos e a integrar os diversos atores institucionais envolvidos. A presença da AJUFER, de magistrados federais e estaduais, de representantes do sistema de justiça e de autoridades públicas reforçou o caráter plural e cooperativo da ação.

O ponto de unidade entre Caxias e Alcântara está justamente aí. Ambas as experiências revelam que o sistema de justiça pode assumir papel mais amplo do que o de mero solucionador tardio de litígios individuais. Pode funcionar como rede colaborativa de escuta, presença, mediação e reconstrução social. Essa visão, ressaltada no texto anexo, parte da compreensão de que o sujeito de direito não é uma abstração isolada, mas alguém inserido em relações familiares, sociais, econômicas, culturais e institucionais. Quando essas relações se rompem, a exclusão não é apenas jurídica: é humana, comunitária e histórica.

É por isso que Praças de Justiça e Cidadania, Semanas temáticas e outras formas de atuação territorial têm relevância crescente. Elas materializam, no território, aquilo que metas e indicadores nem sempre conseguem expressar: presença estatal efetiva, cuidado com a saúde das relações sociais e solução concreta de conflitos complexos. O que o anexo chama de “redes colaborativas do sistema de justiça” traduz exatamente isso: uma forma de atuação em que Judiciário, Ministério Público, Defensorias, entes federativos e sociedade civil deixam de agir de modo fragmentado e passam a construir respostas conjuntas.

Caxias e Alcântara, cada qual a seu modo, demonstram que esse caminho é viável, necessário e replicável. Em Caxias, a Justiça encontrou a população no espaço público e mostrou eficiência administrativa, capilaridade social e impacto regional. Em Alcântara, a Justiça se aproximou da cultura, da fé, da memória e da luta quilombola, reafirmando que a legitimidade institucional também se constrói pelo respeito à história e à identidade das comunidades.

Essas experiências, conduzidas sob a liderança do Ministro Carlos Brandão e do Desembargador Federal Roberto Veloso, com participação destacada dos Juízes Federais Luiz Régis Bomfim Filho e Hugo Abas Frazão, além da colaboração do advogado Washington Leite Torres, merecem não apenas elogio, mas reflexão. Elas apontam para uma Justiça que não renuncia à técnica, mas a coloca a serviço da vida concreta. Uma Justiça que não abandona a decisão, mas compreende que decidir, muitas vezes, também é escutar, articular, mediar e reconstruir.

O modelo já se expande. Em abril, São Miguel do Guamá, no Pará, receberá nova edição da Praça, com apoio da Coordenadoria dos Juizados Especiais Federais do TRF da 1ª Região. Ali, a Juíza Federal Priscila Garrastazu Xavier lida com conflitos envolvendo direitos de indígenas, quilombolas e ribeirinhos. Entre 12 e 15 de maio, será a vez de Porto Calvo, berço de Calabar, em Alagoas, onde o Ministro Brandão já realizou visita técnica preparatória.

Maranhão, Pará, Alagoas. A rede se espraia e já se projeta como política judiciária nacional.

Quando a Justiça vai à praça, ela não apenas amplia o acesso a serviços. Ela reafirma sua vocação mais alta: a de ser instrumento de cidadania, dignidade e pacificação social.

 Caxias se destaca no Brasil com conquista do Selo FNAS 2025

Caxias segue avançando e agora ganha destaque em nível nacional ao conquistar o Selo FNAS 2025, um reconhecimento que reforça o município como referência maranhense na gestão da assistência social.

O selo, concedido a cidades que aplicam com eficiência os recursos do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), confirma que Caxias vem trabalhando com responsabilidade, planejamento e compromisso com quem mais precisa. O reconhecimento nacional evidencia que os investimentos realizados estão chegando de forma concreta à população, garantindo inclusão social, segurança alimentar e dignidade.

A conquista também é reflexo de uma gestão que tem fortalecido a rede socioassistencial, ampliando serviços, modernizando estruturas e firmando parcerias importantes, como a atuação conjunta com a Defensoria Pública da União. Além disso, o município segue expandindo sua rede com novos equipamentos, como o futuro CRAS Luiza Queiroz, que irá ampliar ainda mais o alcance dos atendimentos.

Entre os fatores que contribuíram para esse resultado estão a correta aplicação dos recursos, a transparência na gestão, o cumprimento rigoroso das prestações de contas e o fortalecimento de programas sociais. Iniciativas como as campanhas Maio Laranja e “Pule, Brinque e Cuide!” também ganharam destaque ao promover a proteção de crianças e adolescentes e reforçar a conscientização social.

Com uma rede estruturada que atende desde a proteção básica até a proteção especial, Caxias demonstra que investir em assistência social é também investir no desenvolvimento do município. Mais do que atender demandas imediatas, a gestão tem atuado na prevenção de riscos sociais e na quebra de ciclos de vulnerabilidade.

O Selo FNAS 2025 consolida Caxias como exemplo no Maranhão e no Brasil, mostrando que uma gestão eficiente, humana e comprometida pode transformar realidades e cuidar das pessoas de forma contínua.

 TRE-MA manda Veritá justificar pesquisa eleitoral irregular

Em sua decisão, juíza plantonista fixou multa até o limite de R$ 100 mil por cada ato de divulgação realizado sem a inclusão da explicação detalhada sobre a regularidade dos itens impugnados

A juíza Rosângela Santos Prazeres Macieira (foto), plantonista do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), deferiu parcialmente o pedido liminar apresentado pela Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade) e ordenou que o Instituto Veritá apresentasse justificativas sobre a pesquisa eleitoral questionada.

Na petição inicial, a federação partidária aponta vícios graves no registro do levantamento, especialmente a falta de envio do relatório completo com os resultados ao sistema PesqEle, a ausência de uma declaração assinada pelo estatístico responsável e inconsistências no plano amostral relacionadas à renda familiar e à distribuição geográfica.

Além disso, a representante argumenta que essas irregularidades afetam a integridade dos dados e podem influenciar o eleitorado de maneira indevida, razão pela qual requer a suspensão da divulgação da referida pesquisa.

Ao analisar o pedido, a magistrada concordou em parte e determinou que o conteúdo da justificativa a ser inserido no campo entre colchetes da pesquisa [no sistema PesqEle] deve tratar especificamente de cada um dos pontos impugnados na ação em curso, sob pena de considerar-se a determinação não cumprida.

Na decisão, a relatora estabeleceu uma multa de R$ 10 mil por cada ato de divulgação realizado sem a devida explicação detalhada sobre a regularidade dos itens impugnados, até o limite de R$ 100 mil, sem prejuízo de outras sanções legais.

Por fim, ordenou que o instituto seja notificado imediatamente, de preferência por meio eletrônico ou pelo telefone registrado na pesquisa, a fim de cumprir a decisão imediatamente e apresentar sua defesa no prazo de dois dias (art. 18 da Res. TSE número 23.608/2019).

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0600076-79.2026.6.10.0000